Musical circense brasileiro reúne 23 artistas, banda ao vivo e diferentes gerações em curta temporada na Praça Tiradentes
O que acontece quando o universo do circo encontra o teatro, o samba, o Carnaval e as tradições afro-brasileiras? A resposta está em “Alegrai, um musical circense brasileiro”, espetáculo que chega ao palco do Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.
Com dramaturgia e direção de Ivo Oliveira e Luciana Nabuco, a montagem estreou no dia 1º de outubro e segue em curta temporada até 11 de outubro, reunindo 23 artistas circenses e uma banda com oito músicos.
A produção nasceu de um trabalho desenvolvido durante cerca de três anos na sede do Instituto Unicirco Marcos Frota, na Quinta da Boa Vista, inicialmente dedicado à apresentação de números circenses. Agora, o projeto ganha uma versão teatral especialmente criada para ocupar o palco do Teatro Carlos Gomes.
Circo, teatro e cultura popular brasileira
“Alegrai” propõe uma celebração da cultura popular brasileira a partir do encontro entre diferentes linguagens.
O espetáculo incorpora elementos das tradições afro-brasileiras, ritos, samba, Carnaval, Teatro de Revista e manifestações culturais das ruas do Rio, transformando a linguagem circense em uma experiência cênica marcada pelas chamadas “Encantarias”.
A proposta também valoriza a ancestralidade e a força do corpo brasileiro, criando um espetáculo que transita entre o picadeiro e o palco teatral.
Segundo Luciana Nabuco, a montagem representa a celebração da cultura popular através do circo, das tradições afro-brasileiras, da música, do samba, do Carnaval e da ancestralidade.
Um encontro de gerações
O elenco reúne artistas de diferentes trajetórias. Entre os destaques está o veterano ator José Araújo, de 82 anos, ao lado de jovens talentos como a cantora e compositora Júlia Vargas, o ator Hugo Germano e a cantora, atriz e compositora Nina Wirtti.
A presença de diferentes gerações reforça uma das características da montagem: aproximar tradição e contemporaneidade por meio da arte.
No palco, os artistas circenses dividem espaço com uma banda formada por Rodrigo Ferrera, Gabriel Loddo, Léo Santos, André Dantas, Ivo Oliveira, Yuri Villar, Anderson Ferraz e Moisés Barbosa.
Trilha sonora original e música ao vivo
A música é um dos elementos centrais de “Alegrai”.
A trilha sonora original reúne composições de Ivo Oliveira, Mauro Aguiar, Luciana Nabuco, Júlia Vargas, Rodrigo Ferrera, Yuri Villar e Diogo Brandão.
A canção “Frevo Alegrai”, parceria de Ivo Oliveira e Mauro Aguiar, foi justamente a inspiração para o nome do espetáculo.
A direção musical é assinada por Ivo Oliveira e Rodrigo Ferrera, com arranjos de Ivo Oliveira, Rodrigo Ferrera, Yuri Villar e Elisio Freitas.
Programação gratuita debate cultura e ancestralidade
Além das apresentações, “Alegrai” integra uma programação especial que promove o encontro entre arte, pensamento e cultura popular.
No dia 9 de outubro, às 15h, o Salão Guarany, dentro do Teatro Carlos Gomes, recebe a mesa “Mandingas Brasileiras e Fundangas Encantadas”.
O encontro terá a participação do escritor e professor Luiz Antonio Simas, da educadora, filósofa, pedagoga e escritora Helena Theodoro e da cantora Rita Benneditto e Luciana Nabuco.
A mediação será de Brendow Gabriel, doutorando e mestre em Filosofia pelo PPGF-UFRJ.
Com entrada franca, a conversa propõe um diálogo sobre filosofia, música, tradição popular e as diferentes formas pelas quais as mandingas e fundangas continuam presentes na cultura brasileira.
“Alegrai” no Teatro Carlos Gomes — serviço
🎪 Alegrai, um musical circense brasileiro
📍 Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes — Centro, Rio de Janeiro
📅 Temporada: até 11 de outubro de 2026
⏰ Horários:
Quinta a sábado, às 19h
Domingos, às 18h
🎟️ Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia)
🎭 Duração: 75 minutos
👨👩👧 Classificação: livre
🎟️ Vendas: Sympla e bilheteria do teatro
Mesa “Mandingas Brasileiras e Fundangas Encantadas”
📅 9 de outubro
⏰ 15h
📍 Salão Guarany — Teatro Carlos Gomes
🎟️ Entrada franca
“Alegrai” transforma o palco do Teatro Carlos Gomes em um espaço de encontro entre o circo e diferentes manifestações da cultura brasileira. Uma montagem que aposta na música, no movimento, na ancestralidade e na potência da cultura popular para criar uma experiência que vai muito além do picadeiro.







