A Mulher Estátua: quando parar é o ato mais revolucionário


Em uma sociedade obcecada por produtividade, movimento e resultados, uma artista de rua decide fazer exatamente o oposto: parar. Deixar de se mover. Virar monumento. É dessa premissa provocativa que nasce "A Mulher Estátua", monólogo que estreia no Rio de Janeiro trazendo uma reflexão urgente sobre nossa relação com o trabalho, a existência e a pressão por estar sempre "ligado".




A Recusa como Ato Político

Com texto e direção de Thiago Picchi e atuação de Adriana Seiffert, a peça acompanha uma artista de rua que toma uma decisão radical: transformar a própria vida em estátua. Ao permanecer imóvel na calçada, ela desperta a curiosidade de uma passante — e dessa conversa emerge uma narrativa que navega entre o trágico, o surreal e o profundamente humano.


A obra bebe na fonte do livro "Neste livro cabe uma baleia", também de Picchi, e constrói um diálogo necessário com angústias que definem nosso tempo: a solidão em meio à hiperconexão, o fetichismo da mercadoria, as transformações urbanas que expulsam os artistas de rua, e principalmente: a obsessão pelo excesso de produtividade que nos transforma em máquinas de performance constante.

> "A peça é uma homenagem a todas as pessoas que nunca realizaram um grande feito"
— Thiago Picchi



Uma Experiência Intimista

A montagem ganha força no espaço reduzido da Sala Preta, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Humaitá), com apenas 25 lugares por sessão. Essa escolha de espaço não é casual: a proximidade física entre atriz e público intensifica a experiência teatral, criando uma atmosfera de vulnerabilidade compartilhada.

Período 10 a 26 de abril de 2026
Horários Sexta e sábado: 19h / Domingo: 18h
Local Sala Preta, Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
Endereço Rua Visconde de Silva s/nº, Humaitá
Classificação 14 anos
Capacidade 25 espectadores por sessão

Por Que Essa Pergunta Importa Agora?

"A Mulher Estátua" chega em um momento em que discussões sobre burnout, produtividade tóxica e "hustle culture" ganham cada vez mais espaço. A peça não oferece respostas fáceis — propõe, isso sim, uma pausa para questionar: agir sempre é realmente a única opção?

A escolha da protagonista por se tornar monumento pode ser lida como derrota ou como resistência. Como espectador, você será convidado a posicionar-se.

Ingressos: Disponíveis via [Bileto/Sympla](https://bileto.sympla.com.br/event/117811/d/372497/s/2493468)

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Agenda Cultural RJ ▪ Gabriele Nery ▪ Produção e Divulgação de Eventos Culturais. 
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