Pular para o conteúdo principal

Ultimas apresentações do espetaculo de grande sucesso "DIÁRIO DE BITITA" em cartaz ate dia 9/12 na Sala Baden Powell

CAROLINA MARIA DE JESUS, "DIÁRIO DE BITITA", EM CARTAZ, DE 9 DE NOVEMBRO A 8 DE DEZEMBRO NA SALA BADEN POWELL

A peça é uma adaptação das obras “Quarto de Despejo” e “Diário de Bitita” da escritora mineira Carolina Maria de Jesus. A encenação segue o fluxo de memória de Carolina, refazendo sua trajetória da infância miserável em Sacramento no interior de Minas, quando a chamavam de Bitita, até o lançamento do seu primeiro livro - com enorme sucesso. Uma história surpreendente e inspiradora: A menina que estudou apenas dois anos do primário virou uma grande escritora. 

Em cena, Carolina cata papel nas ruas de São Paulo para sustentar a família. As coisas encontradas lembram os acontecimentos marcantes de sua vida. Ela vai “bititando”, desenhando o espaço, dando alma. Tudo ganha corpo, presença: a alfabetização, o primeiro contato com os livros, os sonhos da meninice, as festas populares, a enfermidade que a obrigou a mendigar, a prisão injusta, a religiosidade, o trabalho na roça, os laços afetivos, a mãe lavadeira, o pai ausente, o avô descendente de escravos, as madrinhas, os meninos que zombavam dela... Personagens de uma história fantástica de superação, inesperada e comovente.



SOBRE CAROLINA MARIA DE JESUS 

Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 1914. Teve uma infância miserável. Foi doméstica e lavradora, sempre explorada. Adoentada, virou andarilha e foi obrigada a mendigar. Estudou apenas dois anos do primário, nesse tempo aprendeu a ler e se apaixonou pelos livros. Foi presa e espancada porque lia um dicionário, pensaram que era livro de bruxa.

Adulta foi morar no Canindé, uma das primeiras favelas de São Paulo, onde construiu seu próprio barraco. Muitas vezes teve que comer lixo para enfrentar a fome. Nunca se casou e sustentou os três filhos sozinha catando papel nas ruas. Nos anos 50 começou a escrever em cadernos que encontrava no lixo e conseguiu o improvável: se tornar uma grande escritora reconhecida mundialmente.

O jornalista Audálio Dantas foi fazer uma matéria na favela e descobriu Carolina. Seu primeiro livro “Quarto de Despejo” foi editado em 1960 com enorme sucesso. A primeira edição bateu recorde de vendas no Brasil, foi traduzida em várias línguas em mais de 40 países.

Com a linguagem dos despossuídos, ela fez de sua obra um meio de denúncia sociopolítica, trazendo o testemunho de sua vida e fazendo deste um libelo contra a opressão, um manifesto contra a intolerância e qualquer forma de discriminação e preconceito de raça e gênero.

Mas o interesse por aquela figura exótica – a negra favelada semianalfabeta que escrevia livros – durou pouco. O mercado editorial queria rotular Carolina e publicar apenas diários da favela, mas ela recusou esse papel, queria escrever outras coisas e publicou poesia e romance, às vezes com recursos próprios, que pouca gente leu. Também gravou um disco cantando músicas de sua autoria.

Carolina faleceu em 1977. Na época ela morava numa casa de alvenaria fora do Canindé. Antes de morrer Carolina entregou o manuscrito de Diário de Bitita para jornalistas franceses. O livro foi publicado na França depois de sua morte e muito tempo depois no Brasil.

Hoje sua obra é estudada e referenciada mundo afora e deu origem a centenas de teses acadêmicas, sites, documentários, especiais de TV, HQ, exposições, blocos de carnaval e peças teatrais. Carolina virou nome de rua, assim como creches, escolas e museus em todo país.

Ela foi incluída na Antologia de Escritoras Negras de Nova York e no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis de Lisboa.


FICHA TÉCNICA:
Incentivo: Janela Eventos
Realização: Casa Forte Produções Culturais e Esportivas e
Rotunda e Bambolina Produções Artísticas
Produção: Andréia Ribeiro, Gabriela Buono Calainho e Ramon Botelho
Adaptação do texto, direção artística e cenário: Ramon Botelho
Interpretação: Andréia Ribeiro
Assistente de Direção e contribuição textual: Gabriela Buono Calainho
Administração de produção: Diego Sanzana e Iara Marques
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Trilha Original: Marco Lyrio
Figurinos: Wagner Louza
Programação visual: Rafael Paschoal
Suporte de produção: Mario Cezar Ribeiro Soares
Suporte técnico: Toty Colonna
Engenheiro de áudio: Thiago Frazão
Costureira: Railda Lima
Adereços: Sinhá Recicla (ONG Uberlândia/ MG)
Visagismo: Sidnei Oliveira
Fotografia: Dalton Valério
Foto de Andréia com D. Ruth Souza: Katia Ribeiro
Cenotécnico: Rostand Albuquerque (Galpão 6centos)
Operador de luz: Fábio Schuenck Nogueira
Operador de som: Beta Schneider
Contrarregra: Thiago Gouveia

PEÇA TEATRAL: CAROLINA MARIA DE JESUS, DIÁRIO DE BITITA
LOCAL: Sala Baden Powell
ENDEREÇO: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360
TELEFONE: (21) 2547-9147
INGRESSOS NA BILHETERIA: de quarta a domingo a partir das 14 h.
PELA INTERNET: www.sympla.com.br/diariodebitita
DATA: De 09 de novembro a 08 de dezembro de 2017, quintas e sextas
HORÁRIO: 20:00 h
INGRESSOS: R$30,00 (inteira) / R$15,00 (meia-entrada)
FAIXA ETÁRIA: 14 anos
GÊNERO: Drama
DURAÇÃO DO ESPETÁCULO: 1 hora

Agenda Cultural RJ
▪ Gabriele Nery ▪ Produção e Divulgação de Eventos Culturais. Colagem de Cartazes e Distribuição de Filipetas em pontos estrategicos. Divulgação de Midia Online. (21)996734350 / whatsapp 
#agendaculturalrj

  

Siga @agendaculturalrj no Instagram

Fórum Shakespeare apresenta A Tempestade no CCBB Rio de Janeiro, entre 20 e 29 de maio - Programação gratuita, que acontece desde 1995, homenageia William Shakespeare, discute sua atualidade e promove um intercâmbio cultural entre Brasil e Inglaterra

Fórum Shakespeare apresenta A Tempestade no CCBB Rio de Janeiro, entre 20 e 29 de maio Programação gratuita, que acontece desde 1995, homenageia William Shakespeare, discute sua atualidade e promove um intercâmbio cultural entre Brasil e Inglaterra Evento lembra os 400 anos de morte do mais famoso dramaturgo inglês e traz ao Rio uma montagem inédita com atores brasileiros e direção de Vik Sivalingam O Fórum Shakespeare – evento que celebra o dramaturgo inglês William Shakespeare e acontece desde 1995 – chega ao Rio de Janeiro. Entre 20 e 29 de maio, o CCBB Rio apresenta uma releitura contemporânea da última peça escrita por William Shakespeare: A Tempestade. A direção é do diretor teatral, preparador corporal e coreógrafo malásio Vik Sivalingam, que há 25 anos trabalha em algumas das mais importantes companhias teatrais do Reino Unido e do mundo, como a Royal Shakespeare Company, The Old Vic e Southwark Playhouse. A tradução da obra é de Barbara Heliodora. Oficina  – ...

🇧🇷✨ Vem aí a 2ª edição do Festival do Folclore Brasileiro!Dias 11 e 12 de abril no Museu da Republica

🇧🇷✨ Vem aí a 2ª edição do Festival do Folclore Brasileiro! Dois dias dedicados às tradições do Brasil, com uma programação cheia de cultura, música, brincadeiras e atividades para toda a família. Nos dias 11 e 12 de abril, das 10h às 18h, o público poderá aproveitar uma verdadeira celebração da cultura popular com apresentações artísticas, recreação infantil, oficinas criativas e uma área gastronômica deliciosa. Entre as atrações estão os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, o divertido Bumba Meu Boi Pernalta, além de muitas brincadeiras e jogos tradicionais que prometem reunir pais e filhos. 🎶 Música ao vivo • Bloco Cultural Saideira – sábado às 17h • Forró Calça Arriada – sábado e domingo, das 15h às 17h. 🎨 Atividades para as crianças • Oficinas criativas • Pintura em cavaletes • Confecção de slime • Máquina de pintura maluca • Pintura artística • Jogos e brincadeiras populares 🍻 Gastronomia variada, doces, drinks e chopp artesanal durante todo o evento. 🌻 Um fe...

Museu do Pontal recebe a terceira edição do Festival das Culturas Indígenas,dias 11 e 12 de abril a 3ª edição

Museu do Pontal recebe a terceira edição do Festival das Culturas Indígenas O Museu do Pontal recebe nos dias 11 e 12 de abril a 3ª edição do Festival das Culturas Indígenas, evento gratuito que celebra os saberes, tradições e manifestações culturais dos povos originários. Voltado para toda a família, o festival apresenta uma programação diversa com rituais, brincadeiras, apresentações musicais, rodas de conversa, além de feira de artesanato e gastronomia indígena. A curadoria do evento é assinada pelos educadores indígenas Pacary Pataxó e Carmel Puri, que vivem no Rio de Janeiro e atuam na valorização e difusão das culturas indígenas. Durante o festival, representantes de diferentes povos indígenas conduzirão vivências culturais e apresentações tradicionais, incluindo integrantes dos povos Wauja, Guajajara, Xakriabá, Kaiapó, Kamayurá, Puri, Pataxó, Wapixana, Guarani Mbyá e Guarani Tenonderã. Outro destaque da programação será a abertura da exposição “Roraimarte III”, primeira individu...