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Arte e Cultura

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PROGRAMA EDUCATIVO CAIXA GENTE ARTEIRA ABORDA O CORPO NAS RELAÇÕES URBANAS EM BATE-PAPO
Evento expande as discussões propostas na 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas


O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira promove, no dia 29 de junho (quinta-feira), às 19h, o bate-papo O corpo nas relações urbanas, com as artistas Joana Bueno e Julie Brasil, ambas com trabalhos expostos na 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas.



O debate, inspirado em um dos campos de visualidade da mostra, abordará como o corpo se manifesta no contexto das grandes cidades e que questionamentos estão colocados sobre sua inserção na arte e nas relações urbanas, sendo voltado para o público a partir de 18 anos.

A 2ª Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas reúne trabalhos de 30 novos talentos das artes visuais de todo o Brasil e permanece em cartaz na CAIXA Cultural Rio de Janeiro até o dia 23 de julho. Ainda em 2017, a exposição ruma para as unidades da CAIXA Cultural em São Paulo e Brasília.

Serviço:

Bate-papo O corpo nas relações urbanas
Data: 29 de junho
Horário: às 19h
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Classificação indicativa: 18 anos
Agendamento e informações: (21) 3980-4898 | agendamento@gentearteirarj.com.br
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Araken apresenta obras inéditas em individual na Galeria TAC

Mostra reúne pinturas e objetos que transitam entre a abstração e o figurativo


Uma coletiva do próprio artista. É assim que o pintor, aviador, arquiteto e pensador Araken (Hipólito da Costa) define sua próxima exposição, “Interações”, com inauguração para o público dia 20 de junho, na Galeria TAC, no Shopping da Gávea. A mostra reúne 15 obras inéditas, entre pinturas e objetos que transitam entre o figurativo e a abstração.

Em sua nova série, o artista investiga as possibilidades de utilização da luz, imprimindo maior transparência aos trabalhos e explorando seus limites além dos usos e meios convencionais. Surgem, assim, estimulantes contrastes para quem observa atentamente sua obra. “Esta exposição traz à tona a tentativa de introduzir luminosidade à minha produção, causando efeitos na composição pictórica”, explica Araken.

As pinturas e objetos de Araken, aparentemente diferentes na forma e no tipo de material, ficarão colocados lado a lado no espaço expositivo, traçando clara conexão entre eles. Entre os destaques está “Fortaleza”, pintura sobre tecido rendado no Ceará, iluminada por luz de led. Já com a obra “Capa”, o artista cria uma espécie de amuleto. “É uma peça simbólica de proteção para impedir as interferências externas”, sugere.

Sua experimentação gira em torno de variados suportes. Quem for à exposição encontrará ainda uma composição de poliuretano e duas esculturas que simulam prédios. Num dos edifícios, uma escada conduz ao topo onde se encontram três pessoas: um negro, um branco e uma índia. “Representa a nossa miscigenação à procura de uma identidade. O ver e o fazer artístico provocam interações e aprofundam o olhar sobre a realidade” sintetiza o artista.

Sobre o artista

Araken, piloto de caça, também incorpora à arte sua formação de filósofo e teólogo. Na década de 1970 graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pelas Faculdades Integradas Bennet. Em 1998, estudou Filosofia na Faculdade João Paulo II e Teologia na PUC Rio. Em 2005 fez mestrado em Ciências Aeroespaciais pela Universidade da Força Aérea. Realizou mais de 16 exposições individuais e participou de mais de 50 coletivas. Entre elas, Centro Cultural dos Correios, em 1998; “Objetos do Tempo”, em 2004, na Galeria Ibeu; “Campo de Pouso”, em 2005, no Memorial da América Latina, em SP; e “Biblioteca”, em 2009, no MAM-Rio. Recebeu três prêmios por seus trabalhos, entre eles o prêmio Aquisição no XXII Salão de Abril, 1972, em Fortaleza, e o prêmio com a melhor exposição de 2004, na galeria IBEU.

SERVIÇO:

Título: Interações
Local: Galeria TAC
Abertura: 20 de junho, às 19h
Período da mostra: de 20 de junho a 16 de julho de 2017
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 350, Shopping da Gávea.
Telefone: (21) 2274-4044
Horário de visitação: de 2ª a sábado, das 10h às 22h. Dom., das 15h às 21h.
Entrada franca | Classificação etária: Livre
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Ramon Martins retrata população ribeirinha da Amazônia em exposição na Galeria Movimento
Autor de um dos maiores painéis do mundo, artista mostra personagens brasileiros em sua primeira exposição no Rio

Há pouco mais de um mês, Ramon Martins desembarcou pela primeira vez na Amazônia. Foi um dos convidados do Street River 2017, festival que leva arte à população ribeirinha da Ilha do Combu, no Pará. Ao lado de outros artistas e curadores conviveu com famílias da região e, juntos, pintaram as casas locais, transformando o lugar numa galeria a céu aberto.

Ao voltar para o interior de São Paulo, onde vive e trabalha, Ramon Martins, autor de um dos maiores painéis do mundo, na Belarus, com 3.456 metros quadrados, percebeu que a relação com a Amazônia e sua gente estava apenas começando. Inspirado por sua vivência e pelas fotografias feitas por toda a equipe do festival, o artista deu início a uma intensa produção. O resultado pode ser conferido em Extração, sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, que abre para o público no dia 27 de junho, na Galeria Movimento, em Copacabana.

Com 14 pinturas e texto da jornalista Débora Lopes, a mostra deixa clara a presença de outro Ramon. As figuras de mulheres com feições nipônicas, tão comuns em sua trajetória, cederam lugar às pulsantes crianças e figuras masculinas que tanto o impressionaram no Pará. “É um trabalho diferente do que vinha fazendo. Quis mostrar as memórias do lugar, extrair sua essência. É um tema bem brasileiro, cheio de extremos. Uma população esquecida, que apesar de viver rodeada por águas não tem água potável para beber”, explica.

Munido de pincéis e tintas, Ramon eterniza as figuras fotografadas num processo bem particular. O artista usa fragmentos de ambientes por onde passa como base de suas obras. As telas são coladas nas paredes e, quando retiradas, trazem consigo as memórias daquele espaço. “Parte da parede vai para a tela e se transforma num pedaço do trabalho. É quase a impressão de uma pintura”, explica o artista, que completa as pinturas com gente de cores vibrantes para enfatizar um Brasil tão distante dos grandes centros urbanos.

Sobre o artista - Ramon Martins nasceu em 1981 na cidade de São Paulo, mas foi criado em Minas Gerais. É bacharel em artes plásticas pela Escola de Arte Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), e especializado em pinturas, desenhos e muralismo. Em 2016, pintou o mural tido como o maior do mundo durante a terceira edição do Vulica Brasil, em Minsk, Belarus (antiga Bielorrússia). Já exibiu suas obras em feiras como a Art Basel e Scope Miami Beach, ambas nos Estados Unidos. Integra acervos de instituições como o Masp (Museu de Arte de São Paulo), o MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o Museu da Abolição, no Recife, PE.

Sobre a Movimento - Fundada em 2007, a galeria de 140 m2, em Copacabana, trabalha com artistas que se expressam através das mais diversas linguagens, consolidando seus nomes na arte brasileira. Foi pioneira no trabalho com a street art, que hoje é uma tendência real e contemporânea. O objetivo da Movimento é trazer a arte para um público maior, atingindo olhares de pessoas que procuram por algo diferente. À frente da galeria está Ricardo Kimaid Jr, no mercado desde 1998, sendo a terceira geração de galeristas de sua família, além de atuar como marchand e consultor de arte.

Serviço – Extração – Ramon Martins

Abertura: 27 de junho, das 19h às 22h

Local: Galeria Movimento – Av. Atlântica, 4.240, lojas 212 e 213, Copacabana. Tel: 2267-5859

Período da exposição: 28 de junho a 15 de julho

Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 11h às 19h30. Sábados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita
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 Monica Barki apresenta a individual Eu me declaro no Paço Imperial

Artista discute temas como a condição feminina e os jogos de poder na exposição que reúne cerca de 60 obras, do final dos anos 1970 até os dias de hoje

Artista em constante atividade, Monica Barki usa a arte como libertação. Experimenta, incorpora e transita com versatilidade entre os mais variados suportes. É com a força de seu trabalho que traz à tona temas como a condição feminina, os jogos de poder e as relações conflituosas. A partir de 13 de junho ela apresenta a exposição Eu me declaro, no Paço Imperial, com curadoria de Frederico Dalton. A mostra reúne cerca de 60 obras, entre desenhos, pinturas, gravuras, fotografias, vídeos, assemblages e máquinas em diferentes dimensões, produzidas no final dos anos 1970 até o início de 2017.





“Com esta exposição declaro todo o meu amor à arte. Ela expressa o que sou e sinto. É o modo mais sincero que encontrei de me comunicar com as pessoas”, diz a artista, justificando o título da mostra. Eu me declaro ocupa as quatro salas do segundo andar do Paço com trabalhos inéditos e obras impactantes nunca vistas pelo público. “Monica trabalha muito bem em inúmeras linguagens e quis valorizar isso. O público vai poder penetrar o trabalho da artista em múltiplas direções e redescobri-lo em novos contextos”, explica o curador Frederico Dalton.


Na Sala Sínteses, a primeira e maior área da exposição, estão as obras mais recentes, produzidas nos últimos três anos. No espaço, a artista sintetiza em pinturas obras previamente realizadas em diferentes suportes. Nestes trabalhos ela explora sua fase mais erótica, colocando-se como mulher guerreira, dominadora e sensual. Monica volta a pintar a óleo depois de 30 anos reelaborando cenas de suas performances, que também serão mostradas em vídeo.



A artista mostra também fotografias, muitas delas parte da série Desejo e de sua mais recente exposição, Arquitetura do secreto, nas quais é a própria protagonista de performances feitas em vários motéis da cidade. “O desejo está sempre implícito. E em meu trabalho busco constantemente o autoconhecimento ”, diz.



O conjunto de reflexões que transcendem o real e abordam a condição humana estão reunidos na Sala Metafísica. “Este espaço destaca os aspectos macabros do imaginário da artista. São apresentados desenhos, gravuras, ataduras impressas e assemblages mais antigos agora mostrados sob um novo ângulo”, explica o curador. A Sala das Máquinas, a terceira, reúne três obras que utilizam mecanismos animados por motor para fazer girar trabalhos impressos em lona ou pintados a mão.

Para encerrar, a artista propõe uma volta no tempo. A sala Origem mostra algumas de suas primeiras pinturas, produzidas ainda no final dos anos 1970, que já evidenciavam questões relativas à posição da mulher na sociedade. “Monica se faz representar por sua arte”, resume Frederico Dalton.

Sobre a artista - Graduada em Comunicação Visual e em Licenciatura em Artes Plásticas pela PUC-RIO. Entre 1970 e 1976 frequentou o Centro de Pesquisa de Arte, sob orientação de Ivan Serpa e Bruno Tausz. Na década de 1980, fez cursos de cerâmica, litografia e pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2009 e 2010 estudou Arte e Filosofia com Fernando Cocchiarale, no Rio.

Entre as principais exposições individuais estão Desejo, Galeria TAC (Rio de Janeiro, 2014),Arquivo sensível, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2011), Colarobjeto, Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2000) e Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 1992). Monica Barki também participou de diversas coletivas no Brasil e no exterior, entre elas, The Role of image, TerrArte Gallery, Buckinghamshire (Londres, UK, 2016), Contemporary Brazilian Printmaking, International Print Center New York (Nova Iorque, 2014), Colarobjeto, Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires), Gravura em campo expandido, Estação Pinacoteca (São Paulo, 2012), Arte Brasileira Hoje, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (2005), 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte (México,1998) e 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991).

Suas obras estão presentes em diversas coleções, entre elas MAM-RJ, MAM-SP, Itaú Cultural (São Paulo), IBM (São Paulo e Rio), Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte) MAC-Niterói/RJ (coleção João Sattamini), Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar (Fortaleza), Museus Castro Maya (Rio), e Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba).


SERVIÇO

Monica Barki – Eu me declaro

Abertura: 13 de junho, às 18h30

Visitação: 14 de junho a 20 de agosto

Paço Imperial - Praça 15, Centro. Tel (21) 2215-2093

Horário de visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h

Entrada gratuita.
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“Conexões Tropicais - Um tributo a Alair Gomes” 

Alair Gomes tinha os seus 45 anos quando, da janela da Rua Prudente de Morais, em Ipanema, começou a capturar, através das lentes de sua câmera, o erotismo dos rapazes que transitavam pelo calor da praia na Zona Sul carioca. E tinha chegado à casa dos 70 quando, nos anos 90, quando fora assassinado por um de seus modelos, deixando um legado que o consolidou como maior expoente da arte homoerótica masculina no Brasil. 

Em 2017, 25 anos após sua morte, quando a era dos nudes atinge seu ápice, o artista, fotógrafo, crítico teatral e engenheiro ganha homenagem através da exposição “Conexões Tropicais - Um tributo a Alair Gomes”, que estreia no dia 18 de julho, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos, no Flamengo. A exposição fica aberta à visitação de segunda a sexta-feira, de 9h às 21h, até 28 de julho.

A exposição, que busca explorar o papel do corpo homoerótico masculino na arte, para isso, conta com obras inéditas de Alair Gomes e de artistas brasileiros e latino-americanos que dedicam seus estudos para o corpo do homem dos trópicos em seus múltiplos aspectos. Além das fotografias já reconhecidas internacionalmente, a homenagem a Alair tem, ainda conta com imagens inéditas, em cores, nunca antes digitalizadas e cedidas pela Biblioteca Nacional. 


Nos mais de 500m² da antiga Casa do Estudante Universitário da UFRJ - hoje Colégio Brasileiro de Altos Estudos – inaugurado na Exposição Universal de 1922, alternando entre espaços abertos e fechados, as salas temáticas da mostra vão desde os trabalhos inéditos até um aspecto mais político, que trata da morte de LGBTTQIs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers e Intersexuais) nos últimos anos. A ideia é trazer uma exposição que fale não apenas sobre o homoerótico masculino, mas levar o espectador a refletir sobre o que está vendo. 


Serviço: de 18 a 28 de Julho, das 9h às 21h, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (Antiga Casa do Estudante da UFRJ, ao lado do Instituto Fernandes Figueira) 
Avenida Rui Barbosa 762, Flamengo, Rio de Janeiro. 















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DAVY ALEXANDRISKY REVELA UM LINDO QUILOMBO
Ocupando as galerias 1 e 2 do Espaço Furnas Cultural, em Botafogo, de junho a agosto, o fotógrafo apresenta a exposição individual "Quilindo Quilombo", resultado de uma profunda imersão no cotidiano do Quilombo São José da Serra, localizado na região Sul-Fluminense.

Desesconder o Brasil dos brasileiros. É com essa premissa que se coloca a exposição "Quilindo Quilombo", assinada pelo fotógrafo e agitador cultural Davy Alexandrisky. Revelando – sem trocadilho – uma cultura invisível aos olhares de muitos, mas presente, de uma forma ou de outra, no cotidiano de todos os brasileiros. Nela podemos ver parte do acervo iconográfico do Quilombo São José da Serra, localizado no distrito de Santa Isabel, em Valença (RJ), território referência da luta dos descendentes de escravos em nosso país.

A exposição surge de uma experiência vivida pelo fotógrafo em 2009/2010, quando, à época, coordenou o programa "Conexões Ponto a Ponto", uma iniciativa do Ministério da Cultura que visava a troca de experiências a partir de parcerias entre pontos de cultura. Essa parceria, em especial, promoveu o encontro entre o Ponto de Cultura "Me Vê na TV", coordenado por Davy, com o Ponto de Cultura do Quilombo São José da Serra. Entusiasmado com a novidade vivenciada no ambiente de cultura de matriz africana, Davy inscreveu-se então no edital "Interações Estéticas", da FUNARTE, com o objetivo de fazer uma residência de três meses visando a troca de linguagens. Contemplado com o prêmio, desenvolveu oficinas de foto e vídeo no Quilombo São José da Serra e partilhou seu olhar de fotógrafo com os moradores da localidade, produzindo mais de mil fotografias que foram incorporadas ao acervo iconográfico da comunidade.

Na mostra, um conjunto de fotografias impressas em papel fotográfico, vinil, tecido e lambe-lambe, com o objetivo maior de materializar a emoção e a felicidade do artista de poder fazer parte dessa grande família do Quilombo São José da Serra.

"Constituída nos seus comportamentos, gestos e atitudes, a cultura de matriz africana é a liga que amálgama todas as influências colonizadoras a que fomos – e ainda somos – submetidos", conta Davy. "O Quilindo Quilombo é, sobretudo, um projeto artístico que não necessariamente expõe, mas, sim, permite que quilombolas exponham-se, mostrando-se cidadãos que fazem parte do conjunto da sociedade brasileira que trabalha, consome e paga impostos, gerando a riqueza que forma o PIB do Brasil. Neste sentido, o olhar atento justifica-se pela ousadia de capturar o belo em favor de uma redescoberta do Brasil e de uma nova abolição, que desta vez liberte o negro de um olhar estereotipado. Mudar a visão que temos sobre negros e negras no Brasil torna-se cada vez mais necessário e, nessa prática, vamos revelando e descobrindo a riqueza da culinária, das danças, dos cantos, das histórias, da religião, das ciências e de tantos outros campos da cultura", diz ele.

Com patrocínio de Furnas, durante dois meses, em um site specif, "Quilindo Quilombo" permitirá que mais pessoas visitem as nuances desse cotidiano especial. Uma bela oportunidade para difundir não só os saberes e fazeres da população desta comunidade em especial, bem como para promover a reflexão acerca da riqueza da cultura africana em nosso país, resguardada, mantida e ensinada pelos sujeitos praticantes que vivem nas mais diversas terras de quilombos espalhadas pelo solo brasileiro.

Serviço
Exposição: Quilindo Quilombo, por Davy Alexandrisky.
Local: Espaço Furnas Cultural (Rua Real Grandeza, 219 – Botafogo – RJ).
Abertura: dia 23 de junho, das 19h às 22h.
Visitação: até 20 de agosto; de terça à sexta das 14h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

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Exposição resgata a história do Morro da Providência e revela sua ligação com Canudos 

Mostra revela o olhar do fotógrafo Maurício Hora sobre a origem da primeira favela do Brasil



Tão marcantes na paisagem carioca, as favelas guardam ricas memórias, muitas vezes desconhecidas da maioria dos moradores do Rio. A exposição fotográfica ‘Morro da Favela à Providência de Canudos’, que será exibida no Espaço Cultural BNDES, no Centro, a partir do dia 24 de maio, se propõe a contar uma dessas histórias: a origem da primeira favela do Brasil, o Morro da Providência, que completa 120 anos em 2017, e sua ligação com a Guerra de Canudos, que ocorreu na Bahia, entre novembro de 1896 e outubro de 1897.

O material é fruto do trabalho do fotógrafo autodidata nascido e criado no Morro da Providência, Maurício Hora. Movido pelo desejo de recuperar as memórias da origem do Morro da Providência, ele desenvolveu este projeto, reaproximando seu local de nascimento a Canudos, local de origem dos primeiros moradores da Providência.

A formação do Morro da Favela, atual Morro da Providência, teve início no fim de 1897, com o retorno de ex-combatentes de Canudos ao Rio de Janeiro. A Guerra de Canudos envolveu, de um lado, os habitantes do Arraial de Canudos, na maioria jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, e fanáticos religiosos liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado, as tropas do governo baiano com apoio de soldados do Exército enviados da capital federal.

O sangrento combate terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial. Os soldados que sobreviveram foram trazidos para o Rio de Janeiro. Sem o apoio esperado do governo, começaram a improvisar alojamentos na encosta do morro localizado nos arredores do Saco dos Alferes, na área lateral à Central do Brasil (região chamada Rua dos Cajueiros). Ali, iniciaram o povoamento que ficaria conhecido como Morro da Favela – uma referência tanto ao morro de mesmo nome existente em Canudos e usado para atacar o vilarejo durante a guerra, quanto ao arbusto "Faveleira" ( Cnidoscolusquercifloius), bastante comum no sertão baiano.


Assim, os primeiros moradores do futuro Morro da Providência batizaram de “favela” aquele estilo de ocupação improvisada. Com o tempo, o termo foi sendo popularizado e passou a designar também outros territórios de ocupação e construções do mesmo estilo encontradas tanto no Rio de Janeiro como em diversas cidades do Brasil, eternizando a palavra.

Não se sabe ao certo quando foi que o Morro da Favela começou a ser chamado de Morro da Providência. Tal classificação passou a ser difundida oralmente pelos moradores e, a partir da década de 1930, encontram-se registros nos documentos oficiais da cidade.

Maurício Hora conta que começou a desenvolver o projeto ‘Morro da Favela à Providência de Canudos’ em 2013, quando dois acontecimentos fizeram com que as histórias de Canudos e do Morro da Providência se entrelaçassem novamente:

“De um lado, a seca rigorosa que se estendeu pelo sertão baiano fez reduzir o nível de água do açude construído em cima do antigo vilarejo de Antônio Conselheiro, trazendo à tona as ruínas do cenário da guerra; de outro lado, as

obras de revitalização da Zona Portuária carioca rasgaram as ruas e o cotidiano da favela e dos bairros de seu entorno, tornando ainda mais vulnerável a vida por ali”, resume.

No olhar do fotógrafo, esses acontecimentos expuseram semelhanças entre os dois lugares, além da geografia. Maurício então partiu para o sertão registrando com rigor os cenários de contrastes e de proximidades com o seu lugar de origem. Foi, provavelmente, o primeiro morador da Providência a ir a Canudos.

O trabalho pode ser conferido até o dia 14 de julho, de segunda a sexta, das 10h às 19h, no Espaço Cultural BNDES. As fotografias, expostas entre filmes e elementos cenográficos que remetem ao sertão baiano e à favela carioca, em um percurso entre as particularidades e similaridades das regiões brasileiras.

“As fotos privilegiam pessoas comuns em suas rotinas, cenários típicos do cotidiano dos moradores locais (da favela e de Canudos), os aspectos da seca e da vida no sertão baiano contrapostos à realidade da favela carioca urbana”, comenta o fotógrafo.


MORRO DA FAVELA À PROVIDÊNCIA DE CANUDOS
Fotografia: Maurício Hora

Curadoria: Bruna Azevêdo

Pesquisa e Produção textual:

- Luiz Carlos Torres (Historiador)

- Flávia Carolina da Costa (Antropóloga)

Assessoria Acadêmica: Julia Santos Cossermelli de Andrade (Geógrafa-UERJ)

Serviço

Visitação: 24/05/2017 a 14/07/2017

Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h – exceto feriados

Visitas guiadas de segunda a sexta às 12h30; quartas e quintas às 18h15.
Local: Espaço Cultural BNDES - Av. República do Chile, 100 - Centro, Rio de Janeiro (próximo ao metrô Carioca)

Entrada franca

www.bndes.gov.br/espacobndes

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CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO RECEBE EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DO PAULISTA FABIO CARDOSO

Em Quase pinturas, o artista plástico exibe sua inventividade em 13 trabalhos a óleo feitos a partir de fotos de celular




A CAIXA Cultural Rio de Janeiro exibe, de 27 de maio a 23 de julho de 2017, a mostra Quase pinturas, do artista plástico paulista Fabio Cardoso. A exposição é composta de uma série homônima de 13 trabalhos figurativos a óleo inéditos no Rio até então. Com curadoria do crítico de arte Agnaldo Farias, o projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.



No processo de criação das obras expostas, Fabio Cardoso parte da tela coberta de tinta preta. Com terebentina, ele vai removendo essa tinta para revelar cenas que registra com a câmera do celular. São cenas que “me capturam, me sequestram”, comenta Cardoso. Para finalizar, o artista sobrepõe uma placa fina de acrílico transparente, colorido ou não, sobre a tela a óleo, que remete à velatura (leve camada de tinta aplicada sobre a pintura, deixando transparecer a tinta que está por baixo). Essa camada confere uma luminosidade singular aos trabalhos.

O ato de subtrair tinta da tela para formar imagens aproxima essa série, iniciada em 2014, do processo escultórico, como se o material bruto estivesse sendo esculpido para fazer surgir a figuração. Daí o título da mostra, Quase pinturas. Para o curador Agnaldo Farias, Cardoso consegue “entrelaçar ações meticulosas e atentas com o acaso”.

Atividades:

A exposição conta com uma série de atividades gratuitas. Na abertura, dia 27 de maio (sábado), às 16h, ocorre uma visita guiada com Agnaldo Farias. No mesmo dia, às 17h30, Fabio Cardoso participa do debate Aspectos da pintura contemporânea com os artistas Afonso Tostes e Carlos Vergara, sob a mediação do curador da mostra. As inscrições para o debate devem ser realizadas pelo e-mail contato@automatica.art.br.



No dia 30 de maio (terça-feira), a partir das 17h30, é a vez do próprio Fabio Cardoso guiar o público em uma visita à exposição. O artista realizará, ainda, uma nova visita guiada no dia 17 de junho (sábado), também às 17h30, quando será lançado o catálogo da exposição, que também será distribuído gratuitamente ao público.

Sobre o artista:
Fabio Cardoso (São Paulo, 1958) trabalha com pintura a óleo desde 1981, quando se uniu à Cooperativa de Artistas Plásticos de São Paulo, ao lado de Baravelli, Regina Silveira, Julio Plaza, Carlos Fajardo e outros. Desde os anos 1980, expõe regularmente em galerias no Rio e em São Paulo, como a Paulo Figueiredo, Subdistrito, André Milan, Nara Roesler e Lurixs; em diversas instituições, como MAM Rio, Funarte Rio, Palazzo Prettorio de Veneza, Galerie Debret de Paris; e importantes eventos de arte, a exemplo da Bienal de Monterrey (México), da Bienal Internacional de São Paulo, entre outros.

Serviço:

Exposição Quase pinturas

Entrada Franca

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Abertura: 27 de maio de 2017 (sábado), às 16h

Visitação: de 27 de maio a 23 de julho de 2017

Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Classificação Indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO PROMOVE LANÇAMENTO DO CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO QUASE PINTURAS

O artista Fabio Cardoso participa de bate-papo com o público durante o evento





A CAIXA Cultural Rio de Janeiro realiza, no sábado (17), às 17h30, o lançamento do catálogo da exposição Quase pinturas, do artista paulistano Fabio Cardoso, que participará de um bate-papo com o público no evento. A publicação de 48 páginas com texto do curador e crítico de arte, Agnaldo Farias, será distribuída aos participantes. A inscrição gratuita deve ser confirmada pelo e-mail contato@automatica.art.br devido à lotação da sala.


A exposição Quase pinturas reúne 14 trabalhos figurativos em óleo sobre tela que compõem a produção mais recente do artista. A exposição inédita no Rio permanece em cartaz na Galeria 2 da CAIXA Cultural Rio de Janeiro até o dia 23 de julho de 2017, com entrada franca.

Serviço
Lançamento do catálogo da exposição Quase Pinturas, de Fabio Cardoso, e bate-papo com o artista
Inscrições Gratuitas pelo e-mailcontato@automatica.art.br

Data: 17 de junho de 2017 (sábado)

Horário: às 17h30
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Classificação indicativa: Livre

Lotação: 80 lugares (mais dois para cadeirantes)

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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MOSTRA BIENAL CAIXA DE NOVOS ARTISTAS ESTREIA SEGUNDA EDIÇÃO NO RIO DE JANEIRO



Exposição itinerante com obras de 30 artistas de vários estados vai circular por todas as unidades da CAIXA Cultural



Depois do sucesso da edição de 2015/2016, a CAIXA Econômica Federal orgulhosamente apresenta a segunda Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas. A exposição, que reúne trabalhos de 30 novos talentos das artes visuais de todo o Brasil, aporta primeiro na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de 30 de maio a 23 de julho de 2017. A curadoria é de Liliana Magalhães.

Durante quase dois meses, os cariocas terão a oportunidade de apreciar, em primeira mão, 37 obras de artistas contemporâneos provenientes de 12estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos que integram a exposição contemplam diversos suportes, de desenhos a esculturas, passando por fotografias, gravuras, instalações, intervenções, pinturas e vídeo.

O conceito curatorial desta edição gira em torno da configuração das relações urbanas no momento atual. De modo a concretizar essa abordagem, a curadoria priorizou trabalhos que apresentassem qualidades artísticas resultantes da experimentação e da força poética visual. Assim, não só a potência do assunto de cada trabalho, mas também a contundência da abordagem dos diferentes artistas determinou a escolha dos nomes presentes na exposição.

“As obras apresentadas na mostra têm um potente diálogo contemporâneo e revelam um panorama das linguagens e propostas de uma emergente geração das artes visuais. Suas narrativas revelam o artista como um ator social crítico, pleno de cidadania, que se expõe e nos projeta para as complexas relações que se dão nas grandes cidades”, explica a curadora Liliana Magalhães. “As questões de gênero, raça, consumo, política, ética, meio ambiente e afirmação de direitos humanos e civis aparecem como uma síntese do agudo momento de transformação que vivemos”, enumera.


Os participantes da coletiva tiveram seus trabalhos selecionados em duas etapas: primeiro, por uma comissão de seleção; e, finalmente, pela curadora. Foram 616 artistas concorrendo com 1.414 obras inscritas. Seguindo o regulamento, foram escolhidos nomes que ainda não exibiram trabalhos em exposição individual, colocando em prática mais uma iniciativa da instituição em divulgar novos artistas. “É uma grande oportunidade de visibilidade para os artistas que estão em início de carreira que apresentam trabalhos com originalidade, experimentação, inovação, conceito e contemporaneidade", comenta o diretor executivo de Marketing e Comunicação da CAIXA, Mário Ferreira Neto. 

Após a temporada no Rio, ainda em 2017, a exposição visitará São Paulo e Brasília. Ao longo de 2018, a mostra circulará por todas as outras unidadesda CAIXA Cultural: Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba.

Serviço:

Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas

Entrada Franca

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro - (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Abertura: 30 de maio (terça-feira), às 19h

Visitação: de 30 de maio a 23 de julho de 2017

Horários: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

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