“Mário Lago” de Marco Abujamra e Markão Oliveira faz um passeio na vida do artista por meio de suas letras, opiniões e bate papo com os amigos - O documentário será exibido na Mostra “Retratos” no Festival do Rio




“Sambista, ator e autor” é assim que Mário Lago se define no documentário “Mário Lago”, que será exibido pela primeira vez no dia 05 de outubro às 15h na Mostra Retratos no Festival do Rio. Com direção de Marco Abujamra e Markão Oliveira, o longa vai mais fundo e traz de uma forma dinâmica a vida um artista completo e um dos maiores expoentes da arte do século XX.

Com 96 minutos, a obra faz um passeio na vida do artista, por meio de suas letras e opiniões, que mudaram gerações sem abrir mão da lucidez e do carisma típicos de um exímio carioca.  O filme ainda resgata  imagens de arquivo raras, conta c músicas e curiosidades do compositor de “Amélia”, Nada Além,  da marchinha“ Aurora”, entre muitas outras.
  
Os seus 25 anos de televisão, seu amor pelo rádio e sua atuação no cinema também são retratados junto com trechos de programas da rádio nacional, novelas como “O Casarão”, “Barriga de aluguel”, na série “Hilda Furacão” e no filme “Terra em Transe” de Glauber Rocha.



Para Marco Abujamra, que também dirigiu o premiado "Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal”, Mário Lago era uma flor com raízes de aço. “Se é possível ser acolhido postumamente, creio que o fui. É a segunda biografia que faço, e nas duas busquei me inspirar na obra e na intimidade dos personagens para desenvolver a linguagem, para escolher como contar essas histórias. E esse mergulho delicioso na vida de Mário Lago foi um privilégio que estará sempre guardado num lugar muito especial em meu coração”, observa.
Ainda segundo Abujamra, através do filme é possível criar-se um entendimento sobre como as opções de Mário Lago influenciaram sua família. e perceber nela o reflexo do gentleman comunista, do agregador solidário, da persona tão querida que foi Mário Lago. 
Já na visão  do diretor Markão Oliveira, o documentário “Mário Lago” nos leva para um Rio de Janeiro mais gentil, alegre e delicado e também para um momento histórico, tenebroso, passando pela formação de diversas produções culturais e artísticas que marcaram o século 20 no Brasil.
No documentário podemos ver ainda um bate papo descontraído entre Gracindo Júnior, Beth Mendes, o escritor Sérgio Cabral  e  Mário lago Filho, além de vários depoimentos como de Beatriz Segal,  Lenine e muitos outros. Nele mergulhamos na visão política de Mário Lago, que foi preso 7 vezes por motivos políticos, no seu jeito boêmio e nos momentos da vida do carioca nada saudosista, que soube bem como aproveitar o seu presente, como se não houvesse ontem.





Biografia dos diretores
Marco Abujamra é diretor e roteirista, entre os seus trabalhos destacam-se o doc. "Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal", prêmio especial do júri Festival do Rio (2008), prêmio júri popular In-Edit Brasil (2009), Direção Geral do pgm "No Amor", 1° filme colaborativo da TV Brasileira, co-produzido pelo Canal Brasil, prêmio Shell Direção Musical pela peça: O Auto da Compadecida, com direção de Antonio Abujamra.
Markão Oliveira é diretor e fotógrafo, entre os seus trabalhos, podemos destacar o doc. “Deus sabe tudo mas não é X9”, em parceria com Fábio Gavião, documentário sobre os meninos da comunidade Pereira da Silva no RJ, indicado ao Prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio de 2008, “A Vida é um Sopro” doc. sobre Oscar Niemayer, de Fabiano Maciel / 2007, Prêmio de Melhor Fotografia no Festival de Goiânia 2007 , “Sorria você está na Barra”, de Isabel Jaguaribe / 2013. Diretor de Fotografia dos seguintes programas: “Alternativa Saúde 2011/ 2012/ 2013 do Canal GNT, pela Conspiração Filmes, “Som do Vinil” 2012 do Canal Brasil pela Samba Filmes, “Um Pé de Que?” 2002 a 2005 / 2012/ 2013 do Canal Futura, pela Pindorama Filmes e “Pé no Chão” 2009/2010 do Canal Multishow.


Antes da chuva” no Espaço SESC

Novo espetáculo de Rodrigo Portella – diretor indicado ao Prêmio Shell 2013 – recebeu comentários elogiosos da imprensa especializada durante os festivais de Curitiba e Cena Contemporânea de Brasília

Indicado ao Prêmio Shell 2013 de melhor direção no Rio de Janeiro, pelo espetáculo Uma história oficial, Rodrigo Portella apresenta a partir do dia 9 de setembro, no Espaço Sesc, seu novo espetáculo Antes da chuva. Com texto de autoria do próprio diretor, a peça é fruto da pesquisa que a sua Cia Cortejo desenvolveu tendo principal inspiração para o processo criativo a obra O amor nos tempos do cólera, do colombiano Gabriel Gárcia Márquez. A trama gira em torno do amor inocente e persistente de um jovem rapaz (Luan Vieira) por uma mulher mais velha (Bruna Portella). Eles habitam um povoado ribeirinho cada vez mais deserto e decadente. Lugar este, que no passado teria sido alvo de exploradores estrangeiros. Apesar da forte influência de García Márquez, muitas das situações vividas na peça, surgiram da história familiar dos integrantes do grupo: tias solteiras, pais separados, cartas de amor, romances de infância... Algumas das mais belas passagens foram inspiradas na história da bisavó de Bruna, uma índia peruana que desceu "fugida" o Rio Amazonas com seus 15 filhos a bordo de uma pequena embarcação.

A encenação de Rodrigo Portella, em parceria com Léo Marvet, destaca-se pela aposta na simplicidade para que a sutileza das relações, criadas pelos personagens, sobressaia. “Os personagens foram criados especificamente para os atores Luan e Bruna. O desejo de trabalharmos juntos é anterior ao texto", afirma o autor e diretor. "Assim como o nosso espetáculo anterior, essa obra surge do encontro da literatura de García Márquez com a pequena cidade onde a companhia está sediada (Três Rios). Partimos de um pequeno povoado, ou seja, de uma microorganização social para falar sobre questões universais: amor, poder, sonhos, utopias, clichês, tabus..." A opção pelo espaço vazio – o único objeto em cena é um livro – convida o espectador a um mergulho no próprio imaginário, tornando-o ativo na construção dos diferentes espaços: o sobrado, a praça, o cais, o tribunal, a igreja, o barco.

A montagem estreou em abril de 2013 no Teatro Mini-Guaíra, durante o Festival de Teatro de Curitiba, e de lá saiu consagrada como uma das surpresas da mostra paralela. Depois foi apresentada em Belo Horizonte, Rio das Ostras, Jacarezinho, interior do Paraná, no Cena Contemporânea de Brasília e no Festival de Teatro de Juiz de Fora. De Curitiba, a crítica Maria Eugênia de Menezes, O Estado de São Paulo, escreveu: “(…) Agora, surpresa, surpresa mesmo, veio do interior do Rio de Janeiro. Sediada na pequenina cidade de Três Rios, a jovem Cia Cortejo exibiu Antes da Chuva. Obra sem grandes efeitos, delicada, centrada essencialmente no trabalho de seus dois interpretes. Prova da beleza que só a simplicidade pode ter.” Também o Estadão, de 26 de Agosto, publicou matéria de meia página para falar exclusivamente da peça: “‘Antes da Chuva’ chama a atenção no Cena Contemporânea de Brasília” (Link: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,antes-da-chuva-chama-a-atencao-no-cena-contemporanea-de-brasilia,1068091,0.htm).



SERVIÇO – “Antes da chuva” 1ª temporada: De 9 a 24 de setembro, segundas e terças às 19h, no Espaço SESCLocal: Espaço SESC – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira 160 – Copacabana) | Informações: 2547-0156 | Estreia: 9 de setembro às 19h | Temporada: 9 a 24 de setembro, segundas e terças às 19h | Ingresso: R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudantes e idosos) e R$ 5 (assoc. Sesc) | Horário da bilheteria: 15h às 21h de Terça a Domingo | Não recomendado para menores de 16 anos | Duração: 60 minutos


Manifestações Artísticas Periféricas, no Sesc Duque de Caxias, com show de Monhandas e Gente Estranha no Jardim

A mostra terá sua primeira edição, no próximo sábado (24/08), com o obejtivo de mapear e apresentar iniciativas artísticas produzidas pela juventude da Baixada Fluminense.
 
M.A.P. – Manifestações Artísticas Periféricas terá sua primeira edição neste sábado (24/08), a partir das 15h, no Sesc Duque de Caxias. Com o objetivo de mapear e apresentar iniciativas artísticas produzidas pela juventude da Baixada Fluminense fazendo conexões com outros territórios, saberes e agentes culturais. A mostra contará com um dia de apresentações ligadas as diversas linguagens artísticas e bate papo sobre esse novo panorama que dispõe muitas vezes de poucos recursos além da internet, colaboração de outros artistas e muita criatividade.
Nesta 1ª Edição, o "M.A.P" contará com os shows das bandas Mohandas e Gente Estranha no Jardim. Além de um bate papo, sobre manifestações populares, com representantes de coletivos atuantes no cenário cultural da Baixada Fluminense: Giordana Moreira, do coletivo Roque Pense; Yasmin Thayná da Revista Cranta e Mariana Bertoche, do Coletivo Interrogação. A mostra terá ainda uma oficina com o grupo Maracatu Baque da Mata.





 O “M.A.P.” será uma mostra artística mensal, com o que temos de mais novo e original na Baixada Fluminense.
 






MAP | Manifestações Artísticas Periféricas |1° edição Sábado | 24 de Agosto | 15h às 21h - Bate Papo sobre Manifestações PopularesGiordana Moreira (Roque Pense)Yasmin Thayná (Cranta)Mariana Bertoche (Coletivo Interrogação) - Oficina:Maracatu Baque da Mata - Show:Gente Estranha no JardimMohandas Fan Page | https://www.facebook.com/MAPerifericasEvento no Facebook | http://migre.me/fOffg Sesc Duque de CaxiasRua General Argolo, 47 - Jardim 25 de agosto | Caxias( (21) 3659-8412Livre para todos os públicos | Entrada Franca Assessoria de ImprensaDaniel Barrosdbarros.prod@gmail.com( (21) 3245-5934 | 7272-0033 RealizaçãoMofaia - Música & Culturawww.mofaia.com.br    Sobre os convidados






BANDAS

Mohandas

O grupo Mohandas foi formado a partir da reunião de fotógrafos, atores, VJs, acrobatas, editores e antropólogos que queriam fazer música. Assim, eles fazem uma world music misturada a sonoridade brasileira. Além da música, em ensaios abertos, eles convergem a música com outras artes. Células soldadas em metais, soldados metade pétalas, metade espirais.



Gente Estranha no Jardim

Em 2010, a Banda Gente Estranha no Jardim, surge do encontro de dois amigos, em meio ao carnaval.

 O grupo foi se consolidando e amadurecendo composições e sonoridades. Nos primeiros anos, aconteceram alguns shows pela cidade do Rio de Janeiro em eventos importantes. Num segundo momento, a banda participou de eventos na Baixada Fluminense, onde reside, conquistando o mais variado tipo de público e angariando fãs. Em abril de 2012 lança seu 1º Ep e parte em busca de novos espaços e de um novo público. Com um repertório próprio e integrando linguagens artísticas como o teatro, a poesia e as artes plásticas, a banda chama atenção por sua cena. Inspirada na música feita nas décadas de 60 e 70 e com total brasilidade, Gente Estranha no Jardim põe seus figurinos e pés no chão pra cantar as mais diversas relações: o amor, a natureza, o sexo, a amizade... Tudo se faz presente num show de pura transcendência, onde a palavra e a poesia chegam de forma muito clara e concreta.


Oficina
Maracatu Baque da Mata
Idealizado por músicos e articuladores culturais, reúne, desde 2011, amigos e percussionistas apaixonados pelo ritmo para difundir a cultura regional brasileira aliando a arte às questões sociais e ambientais da região.

Bate Papo sobre Manifestações Populares
Giordana Moreira (Coletivo Roque Pense)
Produtora cultural da "Terreito de Ideias" e também fundou o "Roque Pense" que é um coletivo de cultura antissexista que atua contra a discriminação pelo sexo no universo da música e da cultura urbana.

Mariana Bertoche (Coletivo Interrogação)
Estudande de Artes Visuais.  Participará do bate bapo sobre manifestações populares representando o "Coletivo Interrogação", que reúne seis jovens cabeças inquietas que partem de questionamentos para o processo artístico/criativo.

Yasmin Thayná (Revista Cranta)
Estudante de comunicação social e interessada por assuntos ligados a cultura digital, comunicação, cinema e literatura. Com passagens pela Escola Livre de Cinema e outros cursos de audiovisual, dirige, escreve e participa de produções de curta-metragem. Hoje faz parte da Revista Cranta, uma live magazine colaborativa criada por jovens da Zona Oeste, Centro do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense.

Exposição Terreiro de Fronteiras aproxima ocidente e oriente em intercâmbio artístico no Parque das Ruínas


Projeto abrange cidades no Brasil e na Turquia envolvendo artistas dos dois países


Após uma expedição por 24 cidades distribuídas em territórios na Turquia e no Brasil, os três artistas Antonio Luiz, Cem Ersavcı e Emrah Kartal – um brasileiro, um turco e um turco residente no Brasil, respectivamente – registraram imagens sobre aspectos culturais e representativos dessas localidades. Esta experiência resultou na exposição “Multi-Web-Mídia: Terreiro de Fronteiras”, que será lançada no dia 03 de agosto, às 16h, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, permanecendo todo o mês. Além da exposição, acontecerá paralelamente a 1ª Mostra Cinema de Fronteiras, nos dias 23, 24 e 25 de agosto, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com exibição de cinco filmes turcos.

Contemplado pelo Edital Pró-Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, a segunda edição do projeto se volta para as artes visuais com atividades distribuídas em três etapas: uma “Residência Artística Visual” com a expedição dos três artistas e compartilhamento da experiência por meio do website no “Diário de Fronteiras”; o “Laboratório Criativo” em formato de workshop envolvendo a equipe artística do projeto sob a coordenação do curador Pedro Vasquez, contando também com a participação de outros gestores culturais, produtores e artistas convidados; e por fim, a “Exposição Multi-Web-Mídia: Terreiro de Fronteiras”, apresentada como resultado desse encontro e troca de experiências visuais exibindo uma diversidade cultural, ressaltando o que há de comum de cada lugar que possa representar as pessoas, lugares, ruas, ambientes, situações, artes.

Para Pedro Vasquez, apesar de inúmeras diferenças, como por exemplo, o idioma, a linguagem fotográfica e a percepção dos fotógrafos proporcionou o diálogo: “O idioma turco é de difícil compreensão para os brasileiros assim como o português o é para os turcos. Entretanto, “a escrita da luz” [significado etimológico de fotografia] oferece um terreno comum de entendimento que deixa pressagiar a boa acolhida desta exposição em ambos os países. Mesmo porque, os observadores argutos não deixarão de perceber que existem similitudes entre a singular paisagem da Capadócia e a do sertão do Cariri; como existem entre as cidades de Istambul e do Rio de Janeiro, em virtude da presença benfazeja e oniabrangente do mar”, ressalta o curador que também é subeditor da Rocco Jovens Leitores e diretor do Solar do Jambeiro, em Niterói. 

Serviço: Exposição Multi-Web-Mídia Terreiro de Fronteiras
Entrada Franca
Data: 03 de agosto a 01 de setembro
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Informações: (21) 2557- 0929/ (21) 2509 -2152

NEM MESMO TODO O OCEANO
 Peça teatral inédita adaptada e dirigida por INEZ VIANA do romance homônimo de ALCIONE ARAÚJO, estreia dia 2 de Agosto, sexta-feira, às 20:30h, na Arena do Espaço Sesc, em Copacabana. 

As vésperas de completar 50 ANOS DO GOLPE MILITAR (1964-2014) a diretora Inez Viana leva a cena Nem Mesmo Todo o Oceano, adaptação teatral do romance homônimo de Alcione Araújo, um relato dos instantes que antecederam o golpe militar e os primeiros momentos da repressão, desvelando os “porões” da ditadura a partir do relato ficcional de um jovem médico responsável por avaliar os torturados.

Nem Mesmo Todo o Oceano é antes de tudo, um romance de geração e de ideias. Em 794 páginas, Alcione Araújo levanta questões de ética e valores, contando a história fictícia de um médico recém-formado, desde a sua difícil infância de menino pobre no interior de Minas, os primeiros tempos de estudante vivendo em pensões no Rio de Janeiro, as decepções amorosas, as frustrações existenciais, a difícil sobrevivência em meio às feras do asfalto selvagem, enfatizando sobretudo o seu processo de perversão espiritual.

Com adaptação e direção de Inez Viana e interpretada pela Cia OmondÉ, Nem Mesmo Todo o Oceano – a quinta direção profissional de Inez Viana –, que chega ao palco da Arena do Espaço Sesc no dia 2 de Agosto, é um thriller contemporâneo dentro de um romance histórico.

O motivo da encenação chegar aos palcos um ano antes de se completar os 50 anos do golpe militar foi o pedido do autor Alcione Araújo (morto em 2012). Ele pediu a Inez que a peça estreasse em Agosto de 2013 pois considerava que as discussões do sobre aquele período deveriam anteceder ao cinquentenário. Coincidentemente o país vive hoje uma efervescência de manifestações. Sem oportunismo, todos os envolvidos consideram muito relevante a temporada da peça neste momento tão importante para os brasileiros. 

SOBRE A PEÇA

– “Em 2014, serão lembrados os 50 anos da ditadura”, disse-me Alcione Araújo, no nosso último encontro (em 2012), sobre a minha adaptação para o teatro de seu romance Nem Mesmo Todo o Oceano, de 794 páginas. Não havia me dado conta. Mas a conta era fato. 1964...2014. Enquanto a Comissão da Verdade tenta apurar fatos, até então obscuros, dos anos de chumbo, tive a certeza: é chegado o momento de vir à tona essa história que me persegue e me fascina há 13 anos e que, desde o primeiro momento que a li, sabia que um dia teria que montá-la –, relata Inez Viana.

A história do rapaz pobre, que se sacrificou de todas as maneiras, até conseguir se formar em médico no Rio de Janeiro, que teve memorável decepção amorosa, que se casou com a burguesa Elisa, que por ter sido tão alienado e ingênuo, sua apatia política o levou a ter um envolvimento fatal com o DOI-CODI e que, inacreditavelmente, se transformou num dos médicos legistas da ditadura, tendo um fim surpreendente e trágico.

Perguntas transcendentais se colocam em abundância – sobre o amor, a raiva, a liberdade, a repressão, a riqueza e a pobreza, o bem e o mal em suas manifestações que nos são tão familiares. Até mesmo a teoria comunista versus a realidade capitalista, tão fortemente debatido durante o período, goza de uma presença imponente. No fim, no entanto, essas teses são inevitavelmente enterradas na unidade familiar disfuncional, devastada pelo abuso e pela traição.

– Na nossa peça, assim como no romance, fatos reais se misturam à ficção, nos trazendo imediata identificação de uma das mais agravantes e dolorosas épocas do nosso país, a era da inocência perdida. Esperamos que essa história possa jogar luz no lado escuro da motivação humana –, conclui Inez Viana.
 
foto © Silvana Marques

FICHA TÉCNICA

Autor: Alcione Araújo | Adaptação e Direção: Inez Viana | Consultoria Dramatúrgica: Pedro Kosovski | Elenco: Cia Omondé – Leonardo Bricio, Iano Salomão, Jefferson Shroeder, Junior Dantas, Luis Antonio Fortes e Zé Wendell | Cenário e  Figurino: Flávio Souza | Direção Musical: Marcelo Alonso Neves | Iluminação: Renato Machado | Programação Visual: Dulce Lobo | Assistentes de Direção: Carolina Pismel, Debora Lamm e Juliane Bodini | Produção Executiva: Jéssica Santiago  | Direção de Produção: Claudia Marques | Um projeto da Cia OmondÉ

SERVIÇO – Nem Mesmo Todo o Oceano

Autor: Alcione Araújo | Adaptação e Direção: Inez Viana | Com a Cia OmondÉ | Local: Espaço Sesc – Arena (Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana) | Informações: 2547-0156 | Estreia: 2 de Agosto às 20:30h | Temporada: 2 a 25 de Agosto. De Quinta a Sábado às 20:30h. Domingo às 18:30h | Ingresso: R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudantes e idosos) e R$ 5 (assoc. Sesc) | Horário da bilheteria: 15h às 21h de Terça a Domingo | Não recomendado para menores de 16 anos | Duração: 80 minutos

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Pagina Meu RJ Antigo - A História do RJ em fotos!

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Rua Francisco Sá, Copacabana em 1966.

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O mais conhecido bairro do Rio de Janeiro na década de 1960, já sofria com a 


especulação imobiliária e com a construção desenfreada de vários imóveis, como vemos 

na foto, que nos dias de hoje reflete na super-população de Copacabana.

Ao fundo, vemos a Avenida Atlântica ainda com sua configuração de 2 pistas de mão-e-


contra-mão, e pequenas calçadas.

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Domingo de sol na Enseada de Botafogo na década de 1960.

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Esta foto mostra como o carioca sempre cultuou suas praias e manteve esta relação, que é quase de necessidade 


básica. Impressiona a quantidade de gente neste dia de verão presente na Praia de Botafogo.

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Praias do Leblon e Ipanema vistas do alto na década de 1960.

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Nesta época o bairro de Leblon ainda era uma espécie de oásis, por ser bucólico e pela tranquilidade, ainda ostentando


 prédio s baixos e pouco comércio.

Impressiona a beleza e simetria do canteiro central da Avenida Delfim Moreira, e na


parte de baixo da foto o canal da

Rua Visconde de Albuquerque e a Praça Atahualpa.

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Espetáculo ''Bicho do Mato'' - com o Grupo ''Os Tapetes Contadores de Histórias'' - Entrada Gratuita! - Santa Teresa - RJ

BICHO DO MATO

Os Tapetes Contadores criaram um jardim todo feito de tecido (vaso, planta, moita, pedra e jardineira) para abrigar contos populares brasileiros e histórias de Ana Maria Machado e Ricardo Azevedo. Cada elemento do jardim se transforma num belo cenário de pano onde bichos do mato, na tentativa de resolver seus problemas, aprontam um bocado de confusão. Até mesmo um macaco namorador, uma galinha atrevida, uma anta confusa e uma bruxa enxerida se juntam  para reinventar suas tocas,   lares e esconderijos. 

Entre uma história e outra, os contadores fazem um jogo percussivo com música, palavras e sons. Na sessão, são narrados os contos  “A galinha que criava um ratinho” de Ana Maria Machado, “O cachorro, o burro, o porco, a galinha e o bode”, “O casamento da onça com a filha da cutia” e “A tartaruga e a fruta amarela” de Ricardo Azevedo.

Estreado em 2007 na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, 
BICHO DO MATO já foi apresentado no CCBB Rio de Janeiro, CCBB São Paulo, Instituto Moreira Salles e temporada no Teatro Ziembinski. Além disso, participou de festivais de  teatro e narração de histórias no Brasil, Argentina, Peru, Nicarágua e México. Participou ainda de feiras de livro em Paraty,
Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Maringá, Recife e Juazeiro do Norte.



Texto: Ana Maria Machado e Ricardo Azevedo
Direção: Os Tapetes Contadores de Histórias.
Elenco: Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart
Cenário: Os Tapetes Contadores de Histórias
Figurino: Milho Guerreiro
Musicas :  Warley Goulart
Realização: Caleidoscópio Associação Cultural SC/ME
Duração: 50 minutos.  



Para crianças a partir de 4 anos. Lotação: 70 pessoas. Entrada Gratuita.

Agenda Cultural do RJ: Lançamento do CD Gentle Rain do Victor Biglione no...

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Confira!

🔬🎨 CIÊNCIA TAMBÉM PODE SER OUVIDA, SENTIDA E IMAGINADA

🔬🎨 CIÊNCIA TAMBÉM PODE SER OUVIDA, SENTIDA E IMAGINADA. A primeira edição de Ciência em estado de arte aconteceu ontem, 24 de setembro, ...

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