Digite aqui o seu e-mail e passe a receber a programação cultural GRATUITA do Rio de Janeiro

29 de mar de 2013

Concurso de esquisito dance dia 31, domingo, com a Orquestra Voadora, no teatro Cacilda Becker, as 18:30

Concurso de esquisito dance dia 31, domingo, com a

Orquestra Voadora, no teatro Cacilda Becker, as

 18:30










A EsquisitoDance parte da naturalidade do movimento genuíno desarticulado e diz respeito as simultaneidades e tonalidades das vicissitudes humanas. Sua referência é a maior unidade de tempo que conseguimos contar mentalmente sem subdividí-la: o batimento do coração ou o piscar do olho “duração presença”, ou seja, maneira continua constituída por acontecimentos. Desta forma, o som se relaciona com o andar e as suas velocidades, além da respiração. O padrão regular de todos os andamentos é o pulso de uma pessoa de bom humor, fogosa e leve.
A música é capaz de ritmar a repetição e a diferença, o mesmo e o diverso, o contínuo e o descontínuo. O corpo admite ritmo somático e ritmo psíquico que opera em diferentes freqüências de movimentos, fazendo com que o ritmo “vire” melodia, assim, as notas das melodias farão a sua dança num pensamento do corpo, que é um “estar presente” em suas sensações enquanto se executa o movimento, sentindo-o e assistindo-o, tornando-se, desta forma, um espectador do seu próprio corpo e é na música, que se estabelece um grande poder de atuação sobre o corpo e a mente, sobre a consciência e o inconsciente.
Um corpo atravessado pela dança e pela música contemporânea se defronta com a admissão de todas as matérias sonoras e sensoriais possíveis; sons/ruídos e silêncio, pulso e não-pulso – a ordem e a não-ordem. O encontro com o som da OrquestraVoadora estimula um encontro interno gerador do movimento genuíno desarticulado que habita em todos nos, basta abrirmos espaço em busca da liberdade. A aceleração rítmica é progressiva e sua conversão nos leva às alturas. Neste sentido a proposta desta abordagem é o uso da técnica como construção de um corpo próprio, buscando um caminho para acessar o próprio corpo, singular, que é diferente do corpo do outro.
(O texto acima é fruto da minha vivência como bailarina e professora de dança juntamente com as idéias musicais de José Miguel Visnik no livro: O som e o Sentido. Uma outra história da Música. São Paulo. Companhia das Letras, 1989.) Andrea Chiesorin


Digite aqui o seu e-mail e passe a receber a programação cultural GRATUITA do Rio de Janeiro

Minha lista de blogs