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22 de jan de 2014

Ciclo Espaços de Reencantamento, Afetos e Utopias de Um Novo Mundo

Oi Futuro recebe escritores João Paulo Cuenca e Luiz Ruffato em mais um painel do Espaços de Reencantamento
Ciclo com curadoria de Ana Lúcia Pardo recebe os escritores para debate sobre o papel transformador da literatura dia 28 com mediação da pesquisadora e crítica literária Beatriz Resende

· Intervenção da atriz Catarina Dall’orto, baseada na poesia de Paulo Betto Meireles, utiliza projeções de imagens de palavras contidas nas obras dos debatedores

O papel transformador da literatura é o tema da programação de janeiro do Ciclo Espaços de Reencantamento, Afetos e Utopias de um Novo Mundo, no teatro do Oi Futuro no Flamengo, com patrocínio da Oi, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro e apoio cultural do Oi Futuro. Para discutir otema, o encontro marcado para o dia 28 de janeiro, às 19h30, vai reunir os escritores João Paulo Cuenca e Luiz Ruffato. O debate será mediado pela pesquisadora e crítica literária Beatriz Resende.

Uma intervenção artística protagonizada pela atriz Catarina Dall’orto abrirá a programação do dia. Partindo da poesia de Paulo Betto Meireles, chamada “...”, que fala do ato de escrever como condição de existência, a artista utilizará projeções de palavras que aparecem nas obras de Cuenca e Ruffato a fim de entrar em seu universo de criação, mundos e personagens. A ideia é criar um diálogo entre dois escritores que têm como ponto em comum transformar a cidade e seus habitantes em matéria literária.

O objetivo do Ciclo é trazer agentes, grupos, coletivos de criação e práticas artístico-culturais que realizam transformações significativas e discutir possíveis mudanças na forma de ver o mundo, de produzir conhecimento, de fazer arte e de viver em sociedade. Nesta edição, serão propostas aos escritores estas três perguntas fundamentais: Qual o papel da literatura na formação da sociedade? Que sentimentos e ideias são capazes de despertar um livro? Qual o impacto da literatura na vida de cada leitor?.

“A literatura é o caminho de transformação que tomamos nesta etapa do Ciclo”, declara a idealizadora e curadora do projeto, Ana Lúcia Pardo. “A ambição de um escritor, que tenta provocar transformações na existência do seu leitor, é a mesma que a nossa, por meio dos debates que promovemos. Como disse Luiz Ruffato, um de nossos convidados, um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, como alterou a dele mesmo, que já foi pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico e gerente de lanchonete, até tornar-se escritor”, conta. O novo ciclo de arte, cultura, política e pensamento proposto por Ana Lúcia Pardo foi iniciado no dia 10 de dezembro de 2013 e vai até março desse ano.

Sobre o evento

O Ciclo de arte, cultura e pensamento representa a continuidade e o desdobramento de discussões que começaram a ser debatidas desde a primeira série de encontros, iniciados em 2006 e continuados em 2007 e 2010. As duas primeiras versões do Ciclo/Seminário “A Teatralidade do Humano” resultaram numa primeira publicação em parceria com as Edições Sesc SP. Em seguida, foi realizado o Ciclo Inter-Agir – Na Rua, Na Rede, Na Cena Contemporânea, em 2012. O projeto, que tem a curadoria e supervisão geral da atriz, jornalista, professora e gestora cultural Ana Lúcia Pardo, já contou com as participações de importantes nomes nacionais e internacionais em sua programação, como o diretor italiano Eugênio Barba, do Odin Teatret, o escritor e cientista social português Boaventura dos Santos, a atriz do Odin Teatret, Julia Varley, o médico, psiquiatra, escritor e dramaturgo chileno, Marco Antonio de la Parra, o diretor espanhol do teatro fronteiriço José Sanchis Sinisterra, o filósofo e escritor francês Gilles Lipovetsky, o sociólogo Michel Maffesoli e o canadense Derick de Kerckove.

Programação

“ESCREVER A UTOPIA”

Abertura com a intervenção cênica de Catarina Dall’Orto – 19h30

Trata-se da apresentação de uma cena artística com a atriz Catarina Dall`Orto, que parte da poesia de Paulo Betto Meireles, intitulada “...” para expressar os sentidos de escrever, utilizando projeções de imagens de palavras contidas nas obras de João Paulo Cuenca e Luiz Ruffato, criando uma espécie de diálogo entre dois escritores que têm como ponto em comum transformar a cidade e seus personagens urbanos em matéria literária.

Catarina Dall’orto é atriz, dramaturga e produtora cultural. Formada no Curso Superior de Tecnologia em Artes Dramáticas pela Univercidade; tem ainda o Curso Básico de Formação de Atores da UFF; CTO – Centro do Teatro do Oprimido RJ – Capacitação da Estética do Teatro Fórum; Iniciação Científica CNPQ/ Pesquisa de Doutorado Corpo sem Muros pela UniRio. Atuou em “Uma História de Borboletas” sob a direção de Marcelo Aquino, “Coisas que não têm depois”, sob direção de Kadu Garcia e em 2013, estreou “A Mulher Sem Face”, dirigida por Miwa Winagizawa.

“O PAPEL TRANSFORMADOR DA LITERATURA”

Mesa de debate com João Paulo Cuenca e Luiz Ruffato – 19h45

João Paulo Cuenca é escritor, cronista e jornalista carioca. Autor dos romances Corpo presente (Planeta, 2002), O dia Mastroianni(Agir, 2007), O único final feliz para uma história de amor é um acidente, (Cia das Letras, 2010), o livro de crônicas A Última Madrugada(Leya, 2012); co-autor da série de televisão Afinal, O que querem as Mulheres? e do livro posteriormente editado pela Leya, e de peças de teatro. Integrante da antologia As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, foi selecionado pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro como um dos 39 autores mais destacados da América Latina com menos de 39 anos e como um dos 20 melhores jovens escritores da revista britânica Granta. Também organizou o projeto “Amores Expressos”, que reuniu escritores brasileiros para criar romances em cidades ao redor do mundo, pela Companhia das Letras. É colunista da “Folha de S. Paulo” e da folha.uol, tendo escrito também para o “Jornal do Brasil”, “O Globo” e a revista “TPM”, além de ser comentarista na Globo News.

Luiz Ruffato é escritor e jornalista. Mineiro, iniciou sua trajetória literária com duas obras de contos, Histórias de Remorsos e Rancores, de 1998, e Os Sobreviventes, de 2000, publicados pela Boitempo Editorial. Em 2001, ganhou destaque com o romance Eles Eram Muitos Cavalos (Prêmio APCA e Machado de Assis pela Fundação Biblioteca Nacional). É autor também dos livros: De mim já nem se lembra (2006), Vista parcial da noite (2006), O livro das impossibilidades (2008) Estive em Lisboa e lembrei de você (2009). Concluiu em 2011 o ambicioso projeto literário Inferno Provisório, composto de cinco livros sobre o operariado brasileiro, com o romance Domingos Sem Deus, (2011, recebendo o Prêmio Casa das Américas. Seus livros estão publicados na Alemanha, França, Itália, Portugal, Argentina, Colômbia, México e Cuba. Como jornalista, trabalhou com repórter, redator, editor e secretário de redação no Jornal da Tarde, de São Paulo, até 2003, quando passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.


Beatriz Resende é crítica literária, pesquisadora e professora titular de Poética, do Departamento de Ciência da Literatura, da Faculdade de Letras da UFRJ. É bacharel e licenciada em Português e Literatura e mestre em Teoria da Literatura e doutora em Letras (Literatura Comparada) pela UFRJ. Autora de Contemporâneos, Expressões da literatura brasileira no século XXI, (Casa da Palavra/FBN,2008); Apontamentos de crítica cultural (Aeroplano,2000) e Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos. (Ed.UFRJ/UNICAMP,1993). Organizou Cocaína, literatura e outros companheiros de viagem (Casa da Palavra, 2006); Rio Literário (Casa da Palavra, 2005) e Toda crônica (Agir, 2004). Escreve em suplementos literários de jornais e revistas de circulação nacional.

Realização: Oi Futuro e LP Produções Culturais.



SERVIÇO:
Ciclo Espaços de Reencantamento, Afetos e Utopias de Um Novo Mundo

Dia 28 de janeiro – Terça-feira
Local: Oi Futuro - Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro.
Informações:
(21) 3131-3060
Entrada franca (senhas serão distribuídas 30 minutos antes do evento)



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