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A cantora e compositora Ilessi retorna com o show Pra ser brasileira - Tributo a Taiguara, no dia 27/01 às 21h, no Bar Semente (Lapa). Acompanhada dos músicos André Lopes (piano), Daniel Sili (bateria), Diogo Sili (violão) e Novelli (baixo), o repertório resgata canções de um dos mais importantes nomes da MPB, como "Piano e Viola", "O cavaleiro da esperança", "Que as crianças cantem livres" e "Pra ser brasileira".

Apresentado pela primeira vez em 2015 no prestigiado Beco das Garrafas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, Ilessi retorna com o show Pra ser brasileira - Tributo a Taiguara, no dia 27 de janeiro, quarta-feira, às 21h, no Bar Semente. Acompanhada dos músicos André Lopes (piano), Daniel Sili (bateria), Diogo Sili (violão) e Novelli (baixo), o repertório resgata canções como "Piano e Viola", "O cavaleiro da esperança", "Que as crianças cantem livres" e "Pra ser brasileira". Os ingressos custam R$ 30.

Nascido no Uruguai e radicado no Brasil, Taiguara (1945 – 1996) foi um dos compositores mais importantes da história da MPB por sua sofisticação musical e imensa brasilidade, característica essa que pode ser notada na vasta diversidade de gêneros musicais presentes em suas canções e no firme engajamento político de sua obra. Fez grande sucesso nos anos 70, mas devido ao forte teor político de suas composições, teve sua carreira prejudicada e grande parte de sua obra censurada, incluindo o disco "Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara", com arranjos e direção musical de Taiguara e Hermeto Pascoal e bandoneon do maestro Ubirajara Silva, seu pai.

Lançado em 1976, o show de estreia do LP foi cancelado e suas cópias foram recolhidas pela ditadura militar em apenas 72 horas após a sua distribuição. Logo depois, o artista seguiu exilado durante vários anos pela África e Europa. Considerado uma relíquia da história da MPB, o álbum foi relançado em CD no Brasil em 2013, 17 anos após a morte do músico.

"Conheci a obra de Taiguara em 1994, quando meu pai levou o CD ‘Brasil Afri’ para casa, que tinha acabado de ser lançado. Fiquei absolutamente apaixonada e não entendi como um artista daquele porte estava praticamente anônimo. Sempre tive esse sonho de realizar uma homenagem a ele, apresentando principalmente as músicas que ele compôs a partir do momento do exílio. Justamente o momento em que ele foi mais vetado, eu considero ser o momento mais brilhante, mais criativo da carreira dele", conta Ilessi.

MÚSICA DE RESISTÊNCIA EM VOZ COSMOPOLITA

Original de Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Ilessi – nome Iorubá, originalmente escrito "Ilé Si", sendo "Ilé = Casa" e "Si = ser, existir" ou "Casa do ser, do existir" –, é cantora e compositora. Atua como cantora desde 1998 e vem se apresentando em todo o Brasil e em países como França, Suécia e Inglaterra. 

Em 2009 lançou pela gravadora CPC-UMES o CD “Brigador - Ilessi canta Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro”, com arranjos de Luis Barcelos e um arranjo de Cristóvão Bastos, que também tocaram no disco. Atualmente se prepara para gravar seu 2º CD, “Mundo Afora”, com músicas de novos compositores de todas as regiões do Brasil, como Alexandre Andrés, Floriano, Luis Barcelos, Thiago Amud, entre outros.

Em Pra ser brasileira - Tributo a Taiguara, Ilessi demonstra a importância do resgate da obra de Taiguara, um artista brilhante e que lutou a vida inteira por um Brasil mais justo e igualitário.

"Fiz questão de montar um repertório mostrando o "LADO B" do Taiguara. E em 2015, ano em que ele faria 70 anos, resolvi realizar meu sonho antigo de fazer esse show, e tive a ideia de convidar o Novelli, grande baixista e compositor, parceiro de Taiguara e que tocou com ele durante muitos anos, para participar. Uma das únicas músicas que canto no show da fase ‘pré-exílio’ é "Rei Forte", parceria de Novelli com Taiguara, música que me foi apresentada por Novelli durante os ensaios e resolvemos incluir no show. Enfim, está tudo muito bonito, feito com muita emoção e amor", conclui a cantora.

SERVIÇO: 
Ilessi apresenta Pra ser brasileira - Tributo a Taiguara

Data: 27 de janeiro de 2016, quarta-feira
Horário: 21h
Ingressos: R$ 30,00
Classificação: Livre

Bar Semente 
Endereço: Rua Evaristo da Veiga, 149 - Lapa, Rio de Janeiro
Reservas: contato@barsemente.com.br ou (21) 2507-5188 e (21) 99781-2451



Apoio: Agenda Cultural RJ 
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SOBRE A ARTISTA:

Ilessi atua como cantora desde 1998 e vem se apresentando em todo o Brasil e em países como França, Suécia e Inglaterra. 

Em 2009 lançou pela gravadora CPC-UMES o CD “Brigador - Ilessi canta Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro”, com arranjos de Luis Barcelos e um arranjo de Cristóvão Bastos, que também tocaram no disco. O CD contou com músicos como Amélia Rabello, Daniel Santiago, João Lyra, Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Pedro Amorim, Rogério Caetano, entre outros.

Em 2013, em duo com Diogo Sili, lançou o show “Quem me levará sou eu - Ilessi e Diogo Sili interpretam Manduka”. O show apresenta músicas inéditas do compositor carioca já falecido, filho do poeta amazonense Thiago de Mello. Em fevereiro de 2016, entra em estúdio para gravar o CD homônimo ao show.

Atualmente se prepara para gravar seu 2º CD, “Mundo Afora”, com músicas de novos compositores de todas as regiões do Brasil, como Alexandre Andrés, Floriano, Luis Barcelos, Thiago Amud, entre outros.

Em 2015, realizou o show “Nos túneis de mangueiras...”, em Belém (PA), onde cantou somente músicas de compositores paraenses.

Também tem realizado shows em duo com Thiago Amud, que já contou com a participação de cantores como Chico Faria e Marcos Sacramento.

Desde 2013 é professora de canto na Escola Portátil de Música (EPM).

Em 2014, realizou por um ano o Curso de Improvisação na Universidade de Örebro, Suécia, com Nelson Faria e Berit Andersson.

Em 2015, cantou na Konsertsalen, Örebro, Suécia, no “Tribute to Jobim” com Nelson Faria (idealizador e arranjador do concerto, tendo acompanhado Ilessi à guitarra na música “Dindi”), Academic Symphonic Orchestra, Berit Andersson e estudantes brasileiros e suecos do programa de intercâmbio entre UNIRIO/ UNB e a Universidade de Örebro, Suécia, com regência de Katarina Andreasson.

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