27 de out. de 2017

TEATRO DA CAIXA NELSON RODRIGUES ESTREIA PEÇA DO DRAMATURGO AMERICANO CHRISTOPHER SHINN Com direção de Marcus Faustini, O Filho do Presidente é o primeiro texto do premiado autor a ganhar montagem no país



TEATRO DA CAIXA NELSON RODRIGUES ESTREIA PEÇA DO DRAMATURGO AMERICANO CHRISTOPHER SHINN
Com direção de Marcus Faustini, O Filho do Presidente é o primeiro texto do premiado autor a ganhar montagem no país

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 2 a 19 de novembro de 2017 (quinta a domingo), sempre às 19h, o espetáculo O Filho do Presidente, o primeiro texto do premiado dramaturgo americano Christopher Shinn a ganhar montagem no Brasil. A peça, que tem direção de Marcus Faustini e tradução de João Polessa Dantas, é um drama político e familiar com doses de humor que traz à tona temas como liberdade de expressão, sexualidade, privacidade, fundamentalismo religioso e a luta pelos direitos das pessoas LGBT. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Com 45 anos de carreira, Anselmo Vasconcelos interpreta John Sr., um candidato à presidência dos Estados Unidos que vive uma conturbada relação com seu filho John, um jovem gay universitário vivido por Felipe Cabral. Ambientada na sede do Partido Democrata, em um hotel no sul dos EUA, a trama transcorre, em tempo real, na noite da apuração dos votos. O drama familiar se instaura quando fotos polêmicas de John numa festa são divulgadas na internet: ele vestido de Maomé e seu melhor amigo Matt (Hugo Lobo), de Pastor Bob, um pastor evangélico que seria aliado do futuro presidente.

A partir desse momento, John fica sob crescente pressão do pai, forte candidato a vencer as eleições, da mãe, Jessica (Ingra Lyberato), e dos assessores do partido – o judeu Marc (Rodrigo Candelot) e Tracy (Vanessa Pascale) – para que ele faça um pedido público de desculpas. Enquanto os personagens entram e saem do quarto onde John está com Matt, a fragilidade e as mágoas dessa relação familiar vão sendo reveladas.

“É muito bom fazer um texto com essa qualidade dramatúrgica e com temas relevantes. A peça é muito atual: evangélico, muçulmano, gay, eleição, um vídeo que viraliza”, destaca o diretor Marcus Faustini. “Tem muito rancor e ressentimento nessa família. O filho tentou se matar quando era bem jovem. Os pais sempre colocavam a agenda política na frente de tudo”, revela.

A peça estreou em 2008, no Royal Court Theatre, em Londres, com o ator Eddie Redmayne (protagonista dos filmes A Teoria de Tudo e A Garota Dinamarquesa) no papel do jovem filho gay do candidato à presidência. Sucesso de público, a crítica inglesa não poupou elogios, e a montagem foi indicada ao prêmio Evening Standard Theatre Award for Best Play.

Idealizador da montagem, o ator, roteirista e diretor Felipe Cabral tomou conhecimento da obra de Christopher Shinn numa conversa com um amigo. “Ele me indicou outro texto dele, Teddy Ferrara, sobre um garoto gay que se mata na escola. Comprei o livro e comecei a ler. Logo depois, numa viagem para Nova York, aproveitei para conhecer outras peças dele”, lembra Felipe. “Comprei Now or Later, mas só fui ler dias depois do ataque terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo. Fiquei impressionado. Parecia que ele tinha escrito o texto naquele momento do atentado, em 2015, e não em 2008”, conta o idealizador.

Sobre o diretor:
Diretor de peças reconhecidas como Capitu, Eles Não Usam Black Tie e A Luta Secreta de Maria da Encarnação. Em 2009, escreveu o livro Guia Afetivo da Periferia, que narra a trajetória de um jovem de periferia pela cidade do Rio. O romance recebeu críticas positivas do Jornal O Globo, Revista LER (Portugal), Revista BRAVO, entre outros, e faz parte do programa de pós-graduação da UNB, UERJ e UFRJ.

Em 2011, criou a Agência de Redes para Juventude, programa que capacita jovens de comunidades para produzirem seus próprios projetos no lugar onde vivem. No ano seguinte, a Agência foi premiada e escolhida pela Fundação Calouste Gulbenkian para ser implantada em Londres e Manchester (UK). Ainda em 2012, lançou o Festival Home Theatre, que leva cenas de teatro seguidas de jantares e conversas em 50 casas da cidade. O projeto foi vencedor do Prêmio Shell de Teatro 2013 na categoria Inovação.

Sobre o autor:
Christopher Shinn é autor de 12 peças incluindo Now or Later (título original de O Filho do Presidente); Where Do We Live, vencedora do prêmio Obie de melhor texto; Dying City finalista do prêmio Pulitzer; Picked e Teddy Ferrara.

Estreou como dramaturgo em 1998, aos 23 anos, com a peça Four, no Royal Court Theatre (Inglaterra). Desde então, muitas de suas obras foram encenadas nos Estados Unidos, em teatros como o Lincoln Center Theater, o Manhattan Theatre Club e muitos outros. Atualmente, Shinn, de 42 anos, é professor de dramaturgia na The New School for Drama, em Nova York.

Ficha técnica:Texto: Christopher Shinn
Direção: Marcus Vinícius Faustini.
Tradução: João Polessa Danta
Elenco: Anselmo Vasconcelos, Felipe Cabral, Ingra Lyberato, Hugo Lobo, Rodrigo Candelot e Vanessa Pascale
Assistente de Direção: Julia Stockler
Cenografia: Fernando Mello da Costa
Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurino: Carol Lobato
Design: Guilherme Telles e Bruno Garcia
Comunicação: Gabriel Wasserman
Assessoria de Imprensa: Paula Catunda, Bianca Senna e Catharina Rocha
Coordenação de Relacionamento: Agatha Santos
Coordenação de Produção: Carol Bandeira
Assistência de Produção: Menna Barreto, Paulo Dary, Dyogo Botelho e Flávia Fialho
Assistência de Financeiro: Karina Cordeiro
Diretor Financeiro: Rodrigo Wodraschka
Direção de Produção: Miguel Colker
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

Serviço:

O Filho do Presidente
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues
Endereço: Avenida República do Chile, 230, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
(Entrada pela Avenida República do Paraguai).
Informações: (21) 3509-9600/ (21) 3980-3815
Datas: 2 a 19 de novembro de 2017 (quinta a domingo)
Horário: 19h
Duração: 80 min.
Ingressos: Plateia: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)/ Balcão: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 400 lugares (mais 08 para cadeirantes)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 16 anos
Acesso para pessoas com deficiência

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