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25 de nov de 2015

FESTIVAL JUVENTUDE DA MARÉ O Parque das Ruínas, em Santa Teresa (RJ), recebe no dia 29 de novembro, domingo, o Festival Juventude da Maré com espetáculos dos grupos teatrais de jovens moradores da comunidade da Zona Norte do Rio de Janeiro, integrantes do Teatro do Oprimido na Maré. ENTRADA FRANCA



Depois de dois anos de atuação no Complexo de Favelas da Maré, já tendo realizado dezenas de apresentações em circulação dentro e fora da Maré, além de três edições do #OcupaJovem, o Projeto Teatro do Oprimido na Maré chega, no dia 29 de novembro, ao Parque das Ruínas, em Santa Teresa, com o Festival Juventude da Maré apresentando das 8h às 18h as produções artísticas e os espetáculos dos três grupos teatrais formados por jovens moradores da Maré. Pela manhã, acontece a abertura da Exposição Visões da Maré sobre a trajetória de dois anos do projeto e um espaço infanto-juventil. Na parte da tarde, os grupos apresentam seus espetáculos cujo argumento, texto e músicas foram concebidos pelos próprios jovens, em processo colaborativo com direção e realização do Centro de Teatro do Oprimido. O Festival prestigia ainda outros artistas da Maré, que foram convidados a apresentarem pequenas cenas nos intervalos entre os espetáculos.


– Essas peças contam histórias de vida, histórias reais desses jovens, como por exemplo o preconceito que existe no mercado de trabalho em relação ao morador de favela, a segregacão espacial, o machismo, a questão de gênero, a exploracão laboral, o castramento de sonhos e tantas outras do dia-a-dia da juventude da Maré  – comenta o sociólogo Geo Britto, coordenador geral e idealizador do Teatro do Oprimido na Maré.

A discussão sobre a temática de cada peça segue mesmo depois do término da apresentação. É nesse momento que inicia o Teatro Fórum, que leva para além do palco as questões da sociedade que precisam ser mudadas. Assim, para fortalecer o diálogo entre o oprimido e o opressor o espectador entra em cena. Uma das principais características do Teatro do Oprimido é essa participação. O Curinga (como Augusto Boal denomina o especialista na metodologia do Teatro do Oprimido) pergunta aos espectadores como eles resolveriam o impasse da peça. Mas não basta o espectador dizer o que faria, ele tem que subir no palco e mostrar. Neste momento um espectador substitui o ator na cena interpretando a alternativa pensada. Em seguida o público discute se aquela alternativa colabora na solução do problema. Muitas alternativas podem existir e outros espectadores entram em cena. Nesse momento a improvisação é que vale.



A trajetória do Teatro do Oprimido na Maré
 As atividades do Teatro do Oprimido na Maré acontecem semanalmente com a participação da juventude local onde esta por meio do teatro faz a leitura estética da realidade em que vive, buscando conhecer, debater, propor e intervir com novas formas de atuação comunitária na Maré a partir da metodologia do Teatro do Oprimido, internacionalmente reconhecido como transformador da realidade social das pessoas envolvidas.

Nos primeiros meses de atuação na Maré, em início de 2014, o Teatro do Oprimido na Maré realizou oficinas demonstrativas do método em toda comunidade. Dessas oficinas jovens, entre 15 e 20 anos, todos moradores da Maré, se candidataram para a formação de três grupos de Teatro do Oprimido (os chamados GTOs). Nos meses seguintes, esses jovens receberam treinamento na metodologia do Teatro do Oprimido, participaram de aulas de musicalização, cenografia, pintura, poesia e de cultura digital. No início de 2015 os grupos Maré 12, Marear e Marémoto, acompanhados de um diretor musical, um cenógrafo e um Curinga, começaram a conceber seus espetáculos cujos temas são ligados ao cotidiano da juventude. A escolha da temática, a concepção do texto e músicas das peças foram dos próprios jovens. Atualmente 36 jovens integram os três grupos.

Realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido, o Teatro do Oprimido na Maré conta com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, da SENAD - Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas/Ministério da Justiça por meio do Programa Viva Jovem e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por meio do Projeto do Ponto LapaMaré da Rede Carioca de Ponto de Cultura.

Para conhecer mais a respeito do Teatro do Oprimido na Maré acesse www.ctorio.org.br/ctomare.


FESTIVAL JUVENTUDE DA MARÉ
Data: Domingo, dia 29 de novembro, das 8h às 19h
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas – Rua Murtinho Nobre 169, Santa Teresa - Rio de Janeiro – tels. (21) 2215-0621 e 2224-3922
Classificação: LIVRE

ENTRADA FRANCA

08:00h – Abertura da “Exposição Visões da Maré” (Pátio de Entrada e Ruínas)
Sinopse: A exposição apresenta vídeos do processo de dois anos de atuação do Teatro do Oprimido na Maré e bandeiras confeccionadas pelos jovens do projeto através de traços e cores, estruturando linhas e experimentando matizes, usando como base telas de tecido. Em ‘Bandeiras da Realidade’ o Complexo da Maré, de origem nordestina e expressividade carioca, de grande extensão territorial e disputa política, com conflitos de diferentes níveis em contraste com uma festividade inerente, foi traduzido pelos jovens cada um criando uma bandeira que representasse a realidade da Maré. Em ‘Bandeira do Desejo’, a partir das bandeiras individuais uma nova reflexão foi gerada e uma nova bandeira criada, desta vez uma bandeira coletiva, contendo os sonhos dos jovens para a Maré do amanhã. De 29 de novembro até 6 de dezembro.

09:00h às 11:00h – Contação de Histórias “A galinha que criava um ratinho” (Lona)
Sinopse: Um galo e uma galinha que não tinham pintinhos começam a criar um ratinho. Um dia, a galinha precisa sair e pede ao galo e ao ratinho para tomarem cuidado com a raposa que ronda o lugar. A raposa faminta bate à porta, e o galo, distraído e preguiçoso, pede para o ratinho atender. Ainda bem que a mamãe galinha usa a cabeça em vez de arrancar as penas para resolver a confusão que se forma.
Com a contadora de histórias Mariana Rosa, a partir do texto de Maria Clara Machado.
13:45h – Performance “Não a Redução da Maioridade Penal” (Entrada do Parque das Ruínas)
Sinopse: A performance discute a redução pela maioridade penal.
Com o elenco do Centro de Teatro do Oprimido e convidados
14:00h – Espetáculo do GTO Marear “A resposta só é não?” (Teatro)
Sinopse: Diogo, morador da Maré consegue um emprego numa multinacional. Porém, ao descobrirem sua origem, é demitido. A peça aborda o preconceito que existe no mercado de trabalho em relação ao morador de favela e a segregação especial.
Elenco/GTO Marear: Carina Santos, David Carvalho, Gabriel Horsth, Gabriel Affonso, Gustavo Glauber, Jessica Vasconcelos, Joyce Vasconcelos, Kamyla Galdeano, Kíscila Tasciane, Luciana Nunes, Guta Almeida, Matheus Affonso, Luiz Fernandes, Rodrigo Machado, Tailane Santos, Lene Santos e Dayane Souza | Texto e Músicas: Criação coletiva do GTO Marear | Direção: Janna Salamandra e Alessandro Conceição / Centro de Teatro do Oprimido | Direção Musical: Roni Valk | Direção de Imagem e Cenário: Cachalote Mattos | Figurino: Nivea Nascimento | Maquiagem: Wellington Leão | Adereços: Mauro Soh
15:00h – Cena “Verniz: Mataram meu filho” (Galeria)
Sinopse: Resultado de uma pesquisa com mulheres negras do Complexo da Maré, todas marginalizadas num contexto violento e nada democrático que é a favela, o monólogo é baseado em fatos reais e inspirado na trajetória de vida da mãe do ator. A cena apresenta um conto que descreve o genocídio do jovem negro e favelado e as relações familiares que passam por esse contexto.
Direção, texto e atuação: Gabriel Horsth
15:30h – Espetáculo do GTO Maremoto “Marcha Borboleta” (Lona)
Sinopse: Depois do ensaio, Léo e Duda se despedem com o combinado de convidarem seus pais para a grande estreia da peça. Mas Léo se depara com a irredutível ideia do pai de que somente o trabalho de mecânico garantirá seu futuro e na casa de Duda, todas as tarefas domésticas devem ser feitas e refeitas impedindo que ela possa sair. Mas e o sonho de Léo e Duda fazerem teatro? A peça aborda a exploracão laboral e o castramento de sonhos.
Elenco/GTO Maremoto: Kyara Elane, Bárbara Assis, Max Waldorf, Nanny Cunha, Patrick Torres, Jeferson Luciano, Anderson Oliveira, Lucas Brynner, Cynara Farias, Milena Vital e Vinicius Alves | Texto e Músicas: Criação coletiva do GTO Marémoto | Direção: Claudete Felix e Flavio Sanctum / Centro de Teatro do Oprimido | Direção Musical: Roni Valk e John Silva | Direção de Imagem: Cachalote Mattos | Assistente de Curinga: Marcela Farfan | Cenário: Zitto Bedat | Figurino: Kelly Régis | Maquiagem: Wellington Leão | Adereços: Mauro Soh |Assistentes de Produção: Aislan Loyola e Thaynara Oliveira | Camareiras: Luana Silva, Sandra Mendes e Vânia Florisbela.
16:30h – Cena “Vai” (Ruínas)

Sinopse: A descoberta de que nossos pais, avós e bisavós tem codificado o nordeste em suas histórias nos levou a um questionamento: Por que nós, moradores da Maré e filhos de nordestinos, nos esquecemos daquela região de nosso país? Vai é o resultado de uma pesquisa cênica a fim de problematizar os caminhos que nos constroem, porém nos perdemos neles. Numa narrativa fantástica, uma família nordestina vai em busca de um lugar chamado Maré.
Direção de Arte e Musical: Rodrigo Sousa e Wallace Lino | Elenco/Grupo Trocas Marginais: Paulo Victor Lino, Marcos Diniz, Marllon Araújo, Gabriel Affonso, Gabriel Hortsh, Guirlherme Sousa, Barbara Assis, Matheus Mello, Kamylinha Galdeano, Juliana Targino, André Souza e Romário Zodic.
17:00h – Espetáculo do GTO Maré 12 “Em uma família” (Área superior do Parque das Ruínas)

Sinopse: Ana tem 15 anos e sonha jogar futebol e tocar berimbau. Porém seu pai diz que futebol é pra homem. Ela quer sair e se divertir, o pai responde que filha tem que ajudar a mãe na faxina, ser boa dona-de-casa para ser uma verdadeira mulher. A peça aborda o machismo que uma jovem sofre dentro da própria família.
Elenco/GTO Maré 12: Aparecida dos Anjos, Gabriela Guedes, Nara Gomes Freire, Nayla Gomes Freire, Maiara Mendonça, Jhenifer Melo, Maiara Fernandes e Kissila Tasciane | Texto e Músicas: Criação coletiva do GTO Maré 12 | Direção: Monique Rodrigues, Alessandro Conceição e Claudete Felix / Centro de Teatro do Oprimido | Direção Musical: Roni Valk | Direção de Imagem e Cenário: Cachalote Mattos | Figurino e Maquiagem: Wellington Leão | Adereços: Mauro Soh | Assistentes de Produção: Aislan Loyola e Thaynara Oliveira | Camareiras: Luana Silva, Sandra Mendes e Vânia Florisbela.

18:00h – Coquetel de encerramento com música e maculelê (Área superior do Parque das Ruínas)

Apoio: Agenda Cultural RJ 
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Divulgação Cultural, Mídia Online, Distribuição de Filipetas e Colagem de Cartazes. (21)99676-9323 (WhatsApp) 
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Ficha técnica

Coordenação Geral: Geo Britto
Coordenação Artística: Helen Sarapeck
Curingas: Alessandro Conceição, Claudete Félix, Flávio Sanctum e Monique Rodrigues
Assistente de Curinga: Janna Salamandra
Coordenador de Avaliação: Mario Miranda
Assistentes de Avaliação: Juliana Marques (Estatística) e Paula Beatriz Albuquerque (Documentação)
Facilitadores de Cultura Digital: Adriano Belisário e Surian dos Santos 
Design Gráfico: Alexandre de Castro
Website: Marcelo Paes de Carvalho
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Produção: Amaury Silva
Patrocínio: Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental; SENAD - Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas/Ministério da Justiça por meio do Programa Viva Jovem; Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por meio do Projeto do Ponto LapaMaré da Rede Carioca de Ponto de Cultura
Realização: Centro de Teatro do Oprimido

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