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11 de nov de 2015

TÂNIA PIRES E MOACYR GOES MONTAM TEXTO INÉDITO EM TORNO DO UNIVERSO DE IBSEN - Ibsen Venusianas é o resultado do projeto vencedor do prêmio norueguês Ibsen Scholarship 2014, pela 1ª vez conferido ao Brasil


 A trajetória da atriz e produtora cultural Tânia Pires está entrelaçada com a obra de Henrik Ibsen (1828-1906) há mais de dez anos, quando levou ao palco, em 2004, O Pequeno Eyolf, na montagem que representou o país, pela 1ª vez, no Ibsen Festival, em Oslo. Dez anos depois – ao longo dos quais realizou o Festival Centenário Ibsen (2006), ministrou oficinas em todos os países de língua portuguesa a partir da obra do dramaturgo norueguês (2009) e montou no Rio A Dama do Mar, com direção de Paulo de Moraes (2014) –, Tânia se torna a primeira brasileira vencedora do prêmio norueguês Ibsen Scholarship, conferido desde 2008 a projetos inovadores sobre a obra do autor. O resultado é o espetáculo inédito Ibsen Venusianas, com dramaturgia de Weydson Leal (com a qual colaborou Maurício Arruda de Mendonça) e direção de Moacyr Góes, que ocupa o Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto de 18 de novembro a 20 de dezembro, com produção e realização da Talu Produções.

“Quando elaborei esse projeto, pensei imediatamente no Moacyr, por ser uma proposta de criação e pesquisa, calcada em cima do trabalho do ator. Nós temos um entendimento muito próximo sobre a dramaturgia de Ibsen e desde que trabalhamos juntos, há mais de dez anos, tentamos realizar essa parceria”, explica Tânia. 


Depois da temporada carioca, a peça cumpre itinerância internacional, em janeiro do ano que vem, por Angola, Cabo Verde, Espanha, Portugal e Moçambique, onde Moacyr também ministra oficinas de formação. Em setembro, segue para uma apresentação em Skien, cidade natal de Ibsen e sede do prêmio, na Noruega.

A ideia central de Tânia foi falar sobre as questões femininas abordadas na obra de Ibsen, trazendo-as para os dias de hoje e identificando-as em diversos países do mundo. O ponto de partida foi sua experiência nas oficinas de teatro realizadas em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, que envolveu ao todo mais de 1.500 profissionais em torno da obra do dramaturgo. “Foi uma experiência transformadora para mim e certamente para todos aqueles artistas. Foi impactante apresentar o universo  das mulheres de Ibsen, na verdade tão próximo, a sociedades tão diversas”, revela. 

O resultado é a história da atriz brasileira Milena (Tânia Pires) e do artista plástico cabo-verdiano Antonio (Vinícius Piedade). Os dois se conhecem em Cabo Verde, durante uma aula de Milena a um grupo de atores locais, se apaixonam, casam e se mudam para o Brasil. A primeira exposição do artista no país é um sucesso. Dois anos depois, com a relação desgastada muito em parte pela obsessiva atenção que Antonio dedica a seu trabalho, um convite para Milena atuar em Cabo Verde, às vésperas da segunda mostra de Antonio, é o estopim de uma crise conjugal. 

Além da inspiração na própria trajetória de Tânia, que assim como Milena é atriz e lecionou em Cabo Verde, outro ponto em comum com a história tem relação com o ator paulistano Vinicius Piedade, que Tânia conheceu há alguns anos em circunstâncias parecidas. “O Vinicius foi uma escolha natural para o papel. Já admirava seu trabalho e ele também teve essa vivência em Cabo Verde, onde o conheci, que traz uma verdade ainda maior para o personagem”, acredita.

“Este trabalho faz uma série de questionamentos, sobre a atualidade da obra de Ibsen, os conceitos que definem a arte contemporânea e os seus limites, se o teatro ainda conta uma história ou não, por exemplo”, diz o diretor Moacyr Góes. 

A história, contada de forma não-linear com diversas passagens de tempo, é ambientada na casa-ateliê onde vivem Milena e Antonio no Brasil. A cenógrafa Teca Fichinski criou uma estrutura retangular formada por andaimes de dois níveis, com 2,4m de altura, por onde os atores se movimentam e de onde parte a iluminação de Maneco Quinderé. “É um cenário que exige muito esforço físico dos atores. Minha preocupação é criar uma cena estruturada a partir deles. Em função do texto, do jogo da palavra e da fisicalidade do cenário, a peça é construída concretamente aos olhos do público”, explica o diretor.

Durante o espetáculo, as tintas são manipuladas pelos personagens e deixam marcas no cenário e nos figurinos, assinados por Carol Lobato, que não serão apagadas durante a temporada, modificando esses elementos a cada sessão, como em uma obra em construção. Os figurinos das personagens vão se desenhando ao longo da peça através de modificações feitas pela própria personagem, de acordo com a cena. 

IBSEN VENUSIANAS

Ficha técnica 
Concepção do projeto: Tânia Pires
Dramaturgia: Weydson Leal, com colaboração de Maurício Arruda Mendonça
Direção cênica: Moacyr Góes

Elenco: 
Tânia Pires – Milena
Vinícius Piedade – Antônio
Cenografia: Teca Fichinski
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Carol Lobato
Trilha Sonora: Moacyr Góes
Direção de Produção: Talu Produções & Marketing
Realização: Talu Produções

Serviço:
De 18 de novembro a 20 de dezembro 
Quarta*, quinta e domingo, às 20h. Sexta e sábado, às 21h.
*somente nos dias 18/11, 2/12 e 9/12
Ingressos - R$30
Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
Lotação: 130 lugares
Endereço: R. Humaitá, 163 – Humaitá
Bilheteria: Telefone - 2535-3846
Classificação etária: 14 anos
Duração: 70 minutos

Informações para a imprensa:
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Pedro Neves (pedro@factoriacomunicacao.com).
(21) 2259-0408 / 2249-1598

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Tânia Pires

Formada pela Casa de Artes de Laranjeiras (Cal), é graduada em Ciências Sociais e Gestão Cultural pela Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro. Em mais de duas décadas como atriz, já integrou diversas Companhias teatrais, trabalhando com Moacyr Góes, Zé Celso Martinez, Paulo de Moraes, Eduardo Cabús entre outros diretores de renome. Com experiência em produção desde 1987, abriu a produtora Talu Produções em 2003. No ano seguinte realizou o espetáculo teatral O Pequeno Eyolf, com direção de Paulo de Moraes, no qual atuou e produziu. O espetáculo ficou em cartaz em 2004, 2005 e 2006, excursionando por todo país. Em 2014, produziu e atuou no espetáculo “A Dama do Mar”, de Henrik Ibsen, com versão de Maurício Arruda Mendonça e direção de Paulo de Moraes, o qual rendeu o prêmio Shell de melhor iluminação ao Maneco Quinderé e provocou o convite do Festival Ide Almada em Portugal, para se apresentar no mesmo ano. Em 2005, idealizou o Festival Centenário Ibsen, que foi realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro e, em 2006, em toda Rede SESC. A peça O Pequeno Eyolf foi selecionada para o Ibsen Festival, em Oslo, Noruega, para representar o Brasil em 2006, no National Theatre. Em novembro, foi convidada para ministrar um seminário em Maputo (Moçambique), a convite da Embaixada do Brasil, sobre “Produção Itinerante” e participou também de um seminário junto com o escritor moçambicano Mia Couto e a escritora Rosa Langa sobre o “A influência do teatro na emancipação da Mulher Moçambicana”. É idealizadora do pioneiro “FESTLIP“ - Festival Teatral da Língua Portuguesa, realizado anualmente desde 2008 no Rio de Janeiro, com a participação de cias teatrais dos países lusófonos, que inclui ainda shows, exposições, workshops, palestras e festival gastronômico. Passou a integrar a organização do BRINCS - Ibsen International, como representante do Brasil, juntamente com membros da Noruega, Rússia, China e Índia, em novembro de 2011, na China, onde ministrou o seminário “Staging Ibsen Today”, na Central Academy of Drama in Beijing. Realizou em 2010, com o apoio do Ministério da Cultura, o evento “Encontros Culturais” na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de diversos artistas internacionais reunindo música, dança, teatro e artes plásticas de quatro continentes, durante 15 dias, criando uma rede de trabalho e intercâmbio de projetos culturais entre os oito países envolvidos no evento.

Moacyr Góes

Natalense, encenador há 32 anos, Moacyr Góes formado em Artes Cênicas pela UNIRIO, foi professor de interpretação no curso de formação de Ator da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) durante quatro anos e professor do Curso de Pós-Graduação em Teatro da UFRJ. Em 1986, criou a Companhia de Encenação Teatral com a qual realizou seis espetáculos, ao longo de seis anos. Dirige além de espetáculos teatrais, televisão e cinema. Moacyr Góes produziu e dirigiu uma grande montagem do texto Peer Gynt, no Rio de Janeiro, Brasil, em 1994, e ficou na história do teatro brasileiro com a montagem Escola de Bufões, em 1991. Moacyr Góes é diretor de teatro, TV e cinema. Góes estreou como cineasta, em 2003, com o filme Dom, livremente inspirado na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Em 2013,  dirigiu a peça O Estranho Caso do Cachorro Morto, baseado no best seller de Mark Haddon, com adaptação de Simon Stephens.

Vinicius Piedade

Participou do Projeto Solos do Brasil, aprofundando estudo sobre técnicas de teatro solo. Estudou Direção Teatral com Antônio Abujamra e Gianni Ratto; mímica com Luís Louis; texto corporal com Eduardo Coutinho; Filosofia e Estética com Luís Fuganti; Canto com Caio Ferraz; Teatro Essencial com Denise Stoklos; Teatro Dinâmico e Máscara Neutra com Ricardo Napoleão; Teatro do Oprimido com Armindo Rodrigues Pinto e Interpretação com Telma Vieira. Escreveu, dirigiu e atua no espetáculo solo Carta de Um Pirata que percorre todo o país desde 2003. É autor e diretor do espetáculo Dias de Anestesia, em 2006, em São Paulo. Em 2007, ministrou oficinas no projeto Dramaturgia do SESC nacional e, no mesmo ano, foi assistente de direção do espetáculo Um forte Cheiro á Maça em Vitória-ES. Atuou como performer em shows da trupe O Teatro Mágico, em várias cidades do país em 2007 e 2008. Dirigiu e atua no espetáculo Cárcere, que conta com o texto e coautoria com Saulo Ribeiro e Trilha Sonora de Manuela Pessôa de Lima, estreado em 2008, ainda em repertório. Dirigiu e atua no espetáculo Indizível que conta com texto em coautoria com Aline Yasmin e Direção Musical de Manuel Pessoa de Lima, estreado em 2008, ainda em repertório. Em 2010, fez sua primeira turnê pela Europa com apresentações de Carta de um Pirata e Cárcere na Suíça (Zurique e Berna) e Alemanha (Berlin, Stuttgart e Munique). Foi Diretor Artístico do show Respiro do cantor e compositor Cássio Carvalho, apresentado em São Paulo e em Buenos Aires em 2011. Em outubro de 2012, fez sua primeira apresentação nos Estados Unidos, em Nova York, com o espetáculo Cárcere (traduzido como Jailhouse). Em 2013, estreou o espetáculo 4 Estações, com seu texto e direção e atuação, com Gabriela Veiga. No mesmo ano, apresenta-se na África (Cabo Verde), na Bolívia, em Portugal e na Alemanha.

Weydson Leal

Natural de Recife, Weydson Barros Leal nasceu em 1963 e teve suas primeiras publicações de poemas em jornais do Recife (Diário da Manhã, Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio) a partir de 1983. Em 1985, publicou o livro de poemas Água e Pedra, como separata da Revista Estudos Universitários, da Universidade Federal de Pernambuco. Em 1988, recebeu o Prêmio Mauro Mota de Poesia, através do Concurso Literário Governo do Estado de Pernambuco, com o livro O Aedo, publicado pela Fundarpe/ Cepe. Em 1989, a obra recebeu também o Prêmio Othon Bezerra de Melo, para livro de poesia, da Academia Pernambucana de Letras. Em 1990, com o livro O Ópio e o Sal, ganhou pela segunda vez vez o Concurso Literário Estado de Pernambuco, recebendo o Prêmio Mauro Mota e tendo o livro publicado pela Fundarpe/ Cepe. Em 1991, recebeu 1ª Menção Honrosa do Prêmio Jorge de Lima no Concurso Literário da União Brasileira de Escritores/ Rio de Janeiro. Em 1994 publicou, através de Massao Ohno Editor, em São Paulo, Os Círculos Imprecisos, uma coletânea que inclui dois novos livros (Os Círculos Imprecisos e O Silêncio e o Labirinto) e uma antologia de poemas dos dois livros anteriores. Ainda em maio de 1997 publicou, pela Editora Bagaço, de Pernambuco, o livro de poemas A Música da Luz, lançado na 1a. Feira Internacional do Livro de Pernambuco. Participou, em junho de 1997 - como poeta convidado, representando o Brasil - do VII Festival Internacional de Poesia em Medelín, na Colômbia, ao lado de 60 poetas de 38 países. Ainda em 1997, escreveu a biografia do artista plástico Francisco Brennand, publicada através do Ministério da Cultura do Brasil, dentro do livro Brennand, ao lado de estudo crítico de Olívio Tavares de Araújo e fotos de Rômulo Fialdini, lançado em novembro deste ano na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Tem inúmeros poemas e ensaios sobre literatura e artes plásticas publicados em jornais, revistas e catálogos de exposições no Brasil.

Henrik Ibsen

Nascido em 20 de março de 1828, em Skien, uma pequena cidade litorânea da Noruega, Henrik Ibsen viu sua família enfrentar dificuldades financeiras quando ainda era pequeno. A partir dos 16 anos, trabalhou por seis anos como assistente de farmacêutico para se sustentar. Tentou depois estudar medicina, mas não passou nos exames para a universidade. Já envolvido com literatura, assistia a peças de grupos itinerantes e começou a se interessar por dramaturgia. Seu primeiro trabalho foi Catilline, de 1849, um drama escrito em versos brancos, próximo ao estilo de Shakespeare. Em 1850, mudou-se para Christiania (hoje Oslo) e no ano seguinte montou sua segunda peça The Warrior’s Barrow, sem muita repercussão. Dirigiu os teatros de Bergen e o Norwegian Theater e em 1864 mudou-se para Roma, onde viveu até 1891, com exceção de um período de dez anos na Alemanha. Com Brand (1865) e depois Peer Gynt (1867), este última com música incidental composta por Edvard Grieg, veio o sucesso financeiro e de crítica. Vieram trabalhos ainda mais aclamados, entre eles Casa de Bonecas (1879), Espectros (1881), Um inimigo do povo (1882), O Pato selvagem (1884), A Dama do Mar (1888), Hedda Gabler (1890), Solness, o construtor (1892), O Pequeno Eyolf (1894) e Quando despertamos de entre os mortos, sua última obra, escrita em 1899. Seus trabalhos ficaram notabilizados ao retratar o comportamento humano e a natureza tortuosa das relações, marcadas por tradições obsoletas e pela hipocrisia. Crítico das normas sociais, Ibsen se consagrou como um dos grandes nomes da dramaturgia ao criar dramas que tratavam de questões humanas universais, através de personagens complexos. Em 1902, já adoecido depois de um derrame, foi indicado ao Nobel de Literatura. Faleceu em 23 de maio de 1906.

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