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16 de nov de 2015

A crise econômica, a miséria, o patrão que explora o empregado e o trabalhador que luta pela sobrevivência são temas presentes em A Santa Joana dos Matadouros – uma das grandes peças do dramaturgo, romancista e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956). O texto denuncia questões tão atuais e importantes quanto eram na época em que foi escrito, há mais de oitenta anos

A SANTA JOANA DOS MATADOUROS
ESTREIA DIA 19 DE NOVEMBRO, NO TEATRO GLAUCIO GILL

Idealizada e dirigida por Marina Vianna, obra de Bertolt Brecht ganha montagem com direção conjunta de Diogo Liberano
Estão no elenco Adassa Martins, Gunnar Borges, João Velho, Leandro Santanna, Leonardo Netto, Luisa Arraes, Sávio Moll e Vilma Melo
A crise econômica, a miséria, o patrão que explora o empregado e o trabalhador que luta pela sobrevivência são temas presentes em A Santa Joana dos Matadouros – uma das grandes peças do dramaturgo, romancista e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956). O texto denuncia questões tão atuais e importantes quanto eram na época em que foi escrito, há mais de oitenta anos. Idealizada por Marina Vianna, a dramaturgia original de Brecht ganha nova versão de Diogo Liberano. Juntos, assinam a direção de A Santa Joana dos Matadouros, que estreia no dia 19 de novembro, no Teatro Glaucio Gill. A temporada segue até 21 de dezembro, de quinta a segunda, às 20h. A produção tem patrocínio da Universidade Estácio de Sá, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, gerenciada pela Comissão Carioca de Promoção Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura.

Formado por oito atores, o elenco traz Adassa Martins, Gunnar Borges, João Velho, Leandro Santanna, Leonardo Netto, Luisa Arraes, Sávio Moll e Vilma Melo.              No papel-título, Luisa interpreta Joana Dark, a jovem ingênua, cheia de fé, que pertence ao grupo missionário “Boinas Pretas”. Ela se une à luta dos operários contra o desemprego e as demissões crescentes que assolam a indústria de carne enlatada. A peça conta a trajetória da heroína Joana desde a inocência – quando acreditava que a distribuição de sopa e cânticos religiosos para os pobres atenuaria as tensões provocadas pelo mercado das carnes – até o seu entendimento da mecânica complexa e violenta da política econômica.

Bertolt Brecht escreveu A Santa Joana dos Matadouros entre 1929 e 1931, em meio à crise econômica mundial de 1929. A peça é ambientada nos matadouros de Chicago, nos Estados Unidos, durante um rigoroso inverno que intensifica as diferenças sociais e agrava a luta dos trabalhadores em busca de comida e abrigo. O autor nunca chegou a encenar a obra, porém dirigiu uma versão reduzida com oito atores em uma leitura radiofônica de 1932. 

Idealizadora do projeto, Marina Vianna decidiu encenar A Santa Joana dos Matadouros depois que a obra do autor alemão integrou a sua tese de doutorado em teatro, em 2012. A atriz convidou o dramaturgo Diogo Liberano, com quem já havia trabalhado em montagens anteriores, para juntos dirigirem a peça. Com direção de movimento de Laura Samy, a proposta é dar voz aos que estão de fora, à margem. “São corpos e vozes que dão testemunho da humanidade em tempos sombrios. Os sem nome, sem rosto”, destaca Marina, que faz sua estreia na direção.

Convidada desde o início da idealização do projeto, a premiada diretora de arte e cenógrafa Bia Junqueira concebeu junto à direção a encenação visual e espacial da peça, que dá a ver a humanidade em farrapos presente no texto de Brecht. A direção de arte criada por Bia aposta em possibilidades inúmeras de figuração das multidões que rondam a montagem – industriais, trabalhadores, missionários – e abrem espaço para a constante ambiguidade presente na escrita de Brecht, que busca apresentar o ser humano como é naturalmente: um ser partido e tensionado entre horrores e virtudes.

A incisiva crítica social presente na obra também se revela por meio da música e da iluminação, que desempenham papéis importantes na trama. Com direção musical de Rodrigo Marçal e Arthur Braganti, a ambientação sonora – bem como a iluminação de Paulo César Medeiros – buscam dar corpo ao invisível que é o capital e suas engrenagens, que não cessam de modificar a trajetória dos personagens no decorrer da fábula encenada.

Texto pouco encenado no Brasil,  A Santa Joana dos Matadouros apresenta o percurso de Joana rumo ao conhecimento da mecânica do sistema capitalista.       “O meu trabalho sobre a dramaturgia nasceu do olhar que, junto à Marina, fomos lançando ao original. Tal como prevê o próprio Brecht, descobrimos rapidamente que seria preciso profaná-lo, fazer uso de seu universo, revendo cenas, cortando outras, mudando ordens e agregando materiais inúmeros que foram trazidos pelos atores em processo”, conta Diogo Liberano.


SERVIÇO
A Santa Joana dos Matadouros 
Temporada: 19 de novembro a 21 de dezembro.
Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, S/N – Copacabana)
Informações: (21) 2332-7904 / 2332-7970.
Dias e horários: Quinta a segunda, às 20h
Capacidade: 102 lugares.
Duração: 120 minutos.
Gênero: Drama.
Classificação indicativa: 16 anos. 
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Apoio: Agenda Cultural RJ 
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FICHA TÉCNICA
Do original  A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht
Direção: Marina Vianna e Diogo Liberano  
Tradução: Roberto Schwarz
Dramaturgia: Diogo Liberano 
Elenco: Adassa Martins, Gunnar Borges, João Velho, Leandro Santanna, Leonardo Netto, Luisa Arraes, Sávio Moll e Vilma Melo
Musico em cena: Arthur Braganti
Direção de arte: Bia Junqueira
Direção Musical: Rodrigo Marçal e Arthur Braganti
Direção de Movimento: Laura Samy
Iluminação: Paulo César Medeiros
Produção executiva: Marcelo Mucida
Direção de produção: Ana Lelis
Realização: Moinho Produções
Idealização: Marina Vianna e Luisa Arraes
Persongens:
Luisa Arraes – Joana Dark, a missionária
João Velho – Mauler, o rei da carne enlatada
Leonardo Netto – Slift, braço direito de Mauler 
Sávio Moll – Cridle, industrial da carne enlatada
Vilma Melo – D. Luckernidle, viúva de um trabalhador
Adassa Martins – Marta, missionária
Leandro Santanna – Snyder , missionário 
Gunnar Borges – Gloomb, um trabalhador

MARINA VIANNA – Concluiu o Doutorado e o Mestrado em Teatro, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO e Graduou-se em História (Bacharelado) na PUC-Rio. Seus últimos trabalhos como atriz foram: Concreto armado, texto e direção de Diogo Liberano; Pinteresco, textos de Harold Pinter com direção de Ary Coslov; Devassa – Segundo a caixa de Pandora (LULU), de Frank Wedekind e direção de Nehle Franke, com a Cia dos Atores; A máquina de abraçar, direção de Malu Galli,; Traço-obs,- Ensaio sobre Medéia, texto e direção de Fábio Ferreira; Conjugado e A falta que nos move ou todas as histórias são ficção, ambas montagens com direção de Christiane Jatahy. Com o ator, diretor e dramaturgo Pedro Brício, participou de FitzJam, Fim de partida e A incrível confeitaria do Sr. Pellica.

DIOGO LIBERANO – Artista-pesquisador com graduação em Artes Cênicas: Direção Teatral pela UFRJ e pós-graduando do programa em Artes da Cena da mesma instituição. Professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas, é diretor artístico da companhia carioca Teatro Inominável, pela qual dirigiu e escreveu: Não dois; Vazio é o que não falta, Miranda; Como cavalgar um dragão; Sinfonia Sonho (indicado ao 2º Prêmio Questão de Crítica na categoria Direção); Concreto armado (escrito em parceria com Keli Freitas) e a performance O Narrador. Como dramaturgo, destacam-se: Maravilhoso (indicada pela dramaturgia ao 8º Prêmio APTR de Teatro) e Laboratorial, peça comemorativa dos 25 anos da Cia dos Atores. Como diretor, Vermelho Amargo de Bartolomeu Campos de Queirós e o drama Uma vida boa, de Rafael Primot.

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