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12 de mai de 2015

TEATRO RIVAL PETROBRAS APRESENTA Marcos Sacramento - Lançamento do CD “Autorretrato” e celebrando 30 anos de carreira Reunindo em disco, pela primeira vez, suas próprias composições, o cantor Marcos Sacramento dá continuidade à turnê do álbum “Autorretrato” com show no Teatro Rival Petrobras dia 14 de maio, às 19h30.

A seguir, o texto que Marcos Sacramento escreveu sobre o novo disco:
Foi assim. Tendo a intuição como guia e o silêncio da madrugada como testemunha, fui desenhando esse meu AUTORRETRATO, disco-símbolo que completa o ciclo de 30 anos de carreira e inaugura a parceria com a Superlativa.
Não sou um compositor que canta, mas um cantor que compõe. Na iminência de gravar esse disco, em um caminho lento, ansioso e acidentado, fui compondo as canções que aí estão. Pensamentos e constatações que me ajudaram a montar, de fato, um autorretrato, uma vez que traduzem o momento que vivo. É uma peça confessional, autobiográfica, particular: é um diário. Diário que ora compartilho com o mundo.
Quando resolvi fazer um disco autoral e menos comprometido com os rigores do samba, pensei: poderia montar uma banda pop, com bateria e guitarra, mudando tudo. Mas não. Meu “trio de ouro” Netinho Albuquerque (percussões), Luiz Flávio Alcofra (violão e guitarras) e Pedro Aune (baixos elétrico e acústico) seria indispensável a essa altura. Tínhamos que lançar mão da sonoridade coletiva que contraímos no decorrer desse tempo tocando juntos para que eu me sentisse em casa, mesmo que para escolher voar pela janela, eventualmente. Fundir essa sonoridade íntima, aí sim, com a inquietude do produtor Daniel Vasques e com as guitarras de Fabiano Krieger e a bateria de Raphael Miranda, trazidos por ele ao time.
Um som cujo núcleo é regional mas não tem limites de envelopagem, que ajudou a traduzir a estranha simplicidade do conjunto de canções.
A experiência com o samba (em toda sua abrangência e amplitude), desde o primeiro disco solo “A Modernidade da Tradição” (1994), estimulou fortemente essa viagem e pavimentou o caminho para que eu usasse as múltiplas referências que estão impressas no disco. Por isso mesmo deixei fluir a ironia da letra de “O Samba Não Me Quis”, que abre o álbum. Exponho minha delicada relação com o batuque nessa parceria com Luiz Flávio, que trouxe Fernando Vidal pra alucinar com seus rifes. O arranjo, metalinguístico, forra a cama pop-irônica da música.
Em “Labirinto” há um arranjo não menos metalinguístico, em que Raphael faz um vigoroso solo de tambores, acentuando o clima kafkiano desse bolero-torto-cigano. Ao fim do labirinto há a desembaraçada balada “Bichos”, minha declaração de amor a meus companheiros de vida há 12 anos, Raja e Preto. A observação contínua constrói a narrativa.
A corrente do disco deságua “Na Rua”, outra balada confessional – embora na terceira pessoa – que descreve pedaços da cidade pelos quais flanei e por onde já me encontrei intensamente perdido. O assobio desenganado e distraído de Daniel ajuda a compor o clima de solidão da música.
Ainda que o disco fuja da “norma” do samba há, sim, sambas meus. O primeiro deles é “Sacada”, um samba-observação. Ainda há, mais adiante no disco, “Qualquer Um” e “Sereia na Avenida”.
“Pá”, uma onomatopeia do tapa de não ver correspondido o amor desperdiçado, abre caminho para “Dois Rios”, fado que compus sobre letra do poeta português Tiago Torres da Silva. Compor um fado, eu? Por que não, se cresci ouvindo minha mãe cantando sucessos de Amália Rodrigues enquanto refogava o feijão? Osslides da guitarra de Fabiano colocam esse fado na contemporaneidade. Segue-se “Três Horas da Noite”, balada sentimental que expõe a madrugada em sua essência solitária. Minha verve notívaga, aliás, é assunto recorrente.
Kurtz Weill tem sua responsabilidade por “Sem Sal”, uma canção de cabaré eletrônica que anuncia uma espécie de abandono paranoico. Além das programações, Daniel assina o arranjo para tubas e euphonium que evoca as fanfarras do leste europeu pelas quais é tão interessado. “Enigma” é aquela narrativa cifrada pela própria vivência do autor – não precisa entender.
Antes do fim, o disco ainda tem seu “Carnaval”, parceria com o Zé, meu amigo Zé (Paulo Becker). Um samba derretido e remodelado numa levada híbrida que ganha o molho arrepiante de Gabriel Policarpo e Bernardo Aguiar com seu Pandeiro Repique Duo.

Serviço: 
Marcos Sacramento - Lançamento do CD “Autorretrato” e celebrando 30 anos de carreira
Teatro Rival Petrobras
Dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h30
Rua: Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia -Tel:  2240-4469
Preço:
R$60 (inteira)
R$40 (preço promocional para os 200 primeiros pagantes)
R$30 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Capacidade: 458 lugares

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